Pois é, estou de férias do trabalho mas não do blog, como vcs podem observar. Neste exato momento estou em Atibaia, onde acaba de cair mais um mito: a volta do Mackenzie. Há mais de 1 ano que ouço a Cris, minha treinadora e amiga, falar que em Atibaia ela faz essa tal volta como treino (isso quando ela não está subindo e descendo a Pedra Grande, claro). Eu venho aqui direto mas nunca consegui descobrir exatamente onde era isso. Sabia que era uma volta de uns 18K, que tinha bastante subida e só.
Hoje eu fui finalmente iniciada nesse treino. A primeira surpresa foi descobrir que dá para sair da casa de mãmã mesmo, ou seja, que ela começa a 3 quadras daqui. A segunda foi saber que Mackenzie é esse afinal de contas. Anotem mais essa pérola de cultura inútil, quem sabe vcs não ganham o milhão do Justus com isso um dia? O nome vem do Observatório do Mackenzie, que é o apelido do Observatório de Radioastronomia e Astrofísica do Itapetinga (isso pq um dia o observatório foi controlado pela Universidade Mackenzie). 
Não, eu não fui até o observatório. Se vcs tivessem ido fazer um longão com a sua treinadora e ficassem sabendo que ela estava super cansada e só foi pq vc está querendo conhecer esse treino há séculos, vcs tbm iam sentir o peso da responsa e usar todas as suas energias em correr e ficar feliz de estar ali.
A volta é assim: um tiquinho de asfalto e já começa a terra, assim como as subidas. Tá, não é a Pedra Grande, mas mesmo assim são várias e cascudas (para mim, cascudonas, mas com prática acho que dá para melhorar). Pensando em Cruce, recebi a seguinte ordem: correr em TODAS as subidas SEMPRE, nada de dar aqueles passos para dar uma aliviada e descansar uns segundos. “No Cruce vc pode andar quando precisar, no treino vc CORRE”. Sim senhora. E lá fui eu, mesmo tendo a certeza de que a qualquer momento uma dessas velhinhas curvadas que moram nos sítios nos arredores ia me passar, caminhando tranquilamente.
Sim, pq minha sensação era de que eu estava correndo muito, mas muito mais devagar do que qualquer caminhada – além da pernas fritando, lógico. E assim fui, correndo na subida – e nem
adiantava pensar em dar uma roubada e arriscar umas passadas que a treinadora tem um sexto sentido e grita para não parar, não andar e correr sem nem precisar olhar para trás.
Ah sim, para um toque mais aventureiro ao treino, nos perdemos um pouco, ou seja: virou uma volta de uns 20K. Dureza, mas MUITO BOM. Adorei a consideração, o treino, a companhia e, claro, a volta do Mackenzie. Agora dá licença que vou descansar que amanhã é dia da fatídica dobradinha, ou seja, mais 1h de corrida – mas sem Mackenzie dessa vez.
Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂