Tão importante quanto a preparaçãofísica para uma maratona, ainda mais para uma no deserto, é saber que a vida deatleta continua…
No deserto o clima seco não permiteuma transpiração (líquida), como em locais como São Paulo, Rio, BH, PortoAlegre ou outros lugares onde nós brasileiros corremos aqui no Brasil. Lá é umcalor diferente, onde a sudorese (o suor) é dissipado em forma de vapor,causando uma falsa impressão de que esta ocorrendo uma desidratação durante acorrida (durante toda a maratona eu não percebi nenhum pingo de suor saindo dosmeus poros).
Vale lembrar que a organização daprova Mountain Do – proporcionou muito pontos de hidratação, entre elesvários de Isotônico com Gatorade e água. Também vale lembrar que mesmo emalguns pontos localizados no meio do nada entre rochas e dunas os líquidosestavam bem gelados tanto para quem fez a prova em 3h quanto para quem fez para7h.
Ao término da maratona no deserto,imediatamente iniciei o meu processo de recuperação, com uma super- hidrataçãoa base de água e Gatorade e no dia seguinte eu era capaz de fazer uma corridaleve de 10 km de forma eficiente, pois minha recuperação começou quando chegueida missão.
Ao fazer uma corrida ou evento delonga duração o atleta não perde somente líquido, mas também deve ter atenção àsperdas de eletrólitos/sais minerais, sendo assim este é um momento de pensarnas necessidades do organismo e não do paladar.
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Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS