
Jardel: sucessor da tradição triplista brasileira (foto: Wander Roberto)
Esperança de medalha para o atletismo brasileiro no salto triplo nos Jogos Olímpicos de Atenas, Jadel Gregório (BM&F) conseguiu na tarde de hoje (03) confirmou seu lugar também no salto em distância. Ele venceu a prova no Troféu Brasil Caixa de Atletismo, no Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera, em São Paulo.
Em sua terceira tentativa, Jadel saltou 8,22 m, superou o Índice A em 3 cm, derrotou os adversários e a chuva fria que caía na capital paulista. Outros dois atletas também garantiram o lugar na equipe olímpica: André Domingos da Silva (Brasil Telecom-Unoeste/CAIXA) nos 200 m e Maíla de Paula Machado (BM&F) nos 100 m com barreiras.
Jadel foi para a pista sem certeza de que conseguiria o Índice. Como chovia, chegou a comentar com seu técnico que talvez nem competisse, esperando uma outra oportunidade. “As condições não estavam boas. Mas conversamos, o tempo melhorou um pouco e, na terceira tentativa, cheguei a 8,22 m. Como venho treinando bem, sabia que uma hora ou outra faria isso”.
Jadel também falou sobre a final do salto triplo, marcada para domingo. “Creio que vou ganhar essa prova também”, afirmou.
Nos 200 m, André Domingos voltou a fazer o Índice A com 20.49. Ele comemorou a conquista, mas não escondeu a preocupação com o colega de equipe Claudinei Quirino da Silva, que precisava fazer pelo menos o Índice B (20.75), já que em 2003 conseguiu o A. Vice-campeão mundial da prova em Sevilha 1999, desta vez Claudinei foi o sétimo com 21.33. “Deve ser duro correr atrás do índice e não conseguir. Mas esse é o momento de o Claudinei se superar. Vou ficar muito triste se ele não estiver em Atenas. A presença dele lá será fundamental para o Brasil”, afirmou André.
André, aos 32 anos, diz que está longe de parar. “Estou com 32, mas muito bem. O fato de ter sido convidado pelo COB para carregar a tocha olímpica em sua passagem pelo Brasil é o reconhecimento disso. Acho que já dei uma grande contribuição ao esporte brasileiro e muita alegria ao nosso povo. Fiquei muito feliz com esse convite e, sinceramente, foi merecido”.
Claudinei, por sua vez, admitiu: “Estou um pouco ansioso. Nunca passei por essa situação e preciso apreender a lidar com ela. Mas o Índice vai sair”, disse. Para o atleta, a possibilidade de fazer um trabalho psicológico para conter a ansiedade e mexer positivamente com sua cabeça está afastado. “O negócio é ir para casa, descansar, passar uns dias com a namorada, voltar a competir e fazer esse índice”, disse.
Já Maíla Machado venceu os 100m com barreiras com 13.01 (Índice B) e como este ano já havia marcado duas vezes o Índice A, confirmou sua presença no torneio olímpico. Maíla disse que queria, pelo menos, ter feito 12.99. “Mas o resultado foi bom, dadas as condições da pista. Se o tempo tivesse ajudado, poderia ter sido bem melhor.” Na segunda ela embarca para a Europa, onde participa de algumas competições e de lá segue para Atenas.
Nos 200 m feminino, Rosemar Coelho Neto (BM&F) venceu com 23.21, enquanto que sua companheira de equipe, Lucimar Moura foi a segunda com 23.34. No lançamento do disco, Gustavo Gomes de Mendonça (TLC/CAIXA), venceu com 52,26 m. No lançamento do martelo feminino, vitória de Katiuscia de Jesus (BM&F), com 61,44.
Este texto foi escrito por: Webrun