A corredora Cyntia Terra se emociona ao falar de mais uma de suas participações no evento que é considerado um dos mais difíceis do mundo.
Estou sem foto e sem filme, tudo que tenho ficou comigo na memória para sempre. Este foi o quarto ano consecutivo que fui para esta prova maravilhosa. Não é a toa que em todas as provas que faço tento pontuar para o Mont Blanc. Vale a pena! As provas são perfeitas.
Este ano fiz o TDS e fiquei chocada com as paisagens. O percurso foi muito duro, com um percurso organizado, muita alegria, respeito e a deliciosa torcida das pessoas pelo caminho. A cidade é encantadora e parece mágica a superação que vivemos na prova.
O Ultra Trail du Mont Blanc é longo e difícil, realmente para poucos. O incrível foi conhecer um senhor com 71 anos que faria a sua quarta participação no UTMB, achei incrível e isso me deu ânimo e fez pensar que sim, ainda dá tempo.
Estou sem foto e sem filme mas tudo que tenho ficou comigo na memória para sempre Foto: arquivo pessoalO CCC é delicioso, muito duro também, mas acredito que seja a prova mais gostosa. Com a medida certa para quem quer alcançar o UTMB ou quer terminar sem morrer.
O TDS é duro, com paisagens mais rústicas e selvagens. A altimetria já pesa e há um número de desistência alto. Mas sem dúvida vale a pena, aqui tudo vale!
A PTL é uma prova diferente, são cinco dias navegando pelo percurso, quase sem dormir, é para pouquíssimos!
O OCC não conheço, mas se parece um pouco com o circuito do CCC de Champex até Chamonix, ou seja, parece com o percurso da metade para frente do CCC.
Em todas as provas vi pessoas aplaudindo e torcendo pelas ruas das cidades e vilarejos. Vacas com sino no pescoço parecendo estar em um presépio. Paisagens lindas, de cartão postal. Cidadezinhas que jamais passaríamos na vida e conhecemos correndo. Lugares que infelizmente poucos conhecerão nesta vida.
Este texto foi escrito por: Redação Webrun