Aqueça antes do treino e proteja sua coxa

Redação Webrun | Maratona · 02 nov, 2016

Foto: Sunnysky69/Fotolia Foto: Sunnysky69/Fotolia

O estiramento na coxa é uma lesão que ocorre quando as fibras do músculo são esticadas além de seu limite, ou quando a amplitude do movimento na corrida é mais curta que o necessário.

A diretora do Departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Camila Paixão Jordão, explica que a frequência dessa lesão em atletas ocorre devido à falta de preparo para uma prova ou treino mais intenso ou longo.

“As pessoas pensam que só porque conseguem correr 10 quilômetros já podem correr 20 e até uma maratona, mas estão enganadas. O fato é que podem até completar uma prova longa, mas às custas de uma lesão muscular grave, que acarretará em interrupção do treinamento e até mesmo das próprias competições”.

Causa

Os principais fatores que causam o estiramento na coxa são: técnica de treino incorreta, sobrecarga e fadiga muscular, postura inadequada durante a corrida, falta de flexibilidade e principalmente a falta de aquecimento.

Sobretudo, em períodos do ano em que a temperaturas são mais baixas, é imprescindível aquecer o músculo e fazer com que ele “acorde” antes da prática de qualquer atividade física. “O aquecimento pode reduzir a suscetibilidade de lesões, pois proporciona maior amplitude de movimento durante o exercício”. Além disso, outro fator que pode ocasionar o estiramento muscular é o impacto forte na região, como uma pancada, por exemplo, que não é algo muito característico na corrida.

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Sintomas

Quem sofre um estiramento na coxa, geralmente sente na mesma hora. A dor e a perda de mobilidade local são os indícios da lesão. Mas, não é qualquer tipo de dor, de acordo com a diretora do SOCESP, existem vários graus de distensão, que variam entre lesão parcial ou completa da musculatura. O estiramento com lesão parcial também poderá ter sintomas menos intensos ou nem ser sintomático. Em alguns casos, a dor, por exemplo, só ocorre na realização de algum exercício onde há contração do músculo da coxa, por isso para ter um diagnóstico preciso deve-se consultar um médico.

Prevenção

Nem mesmo estar bem preparado é o suficiente para ficar longe do estiramento na coxa, certos fatores não são controlados por nós, mas a fisioterapeuta Fernanda Lemucchi recomenda algumas medidas. “Uma maneira de evitar esse tipo de lesão, é o atleta fazer uma avaliação da sua biomecânica durante a corrida, por um profissional especializado, para assim identificar qualquer falha adotada no gesto esportivo, como uma aterrissagem muito longe do tronco ou uma corrida ‘muito barulhenta’ que causa muito impacto”.

Além disso, o fortalecimento da musculatura é primeiro passo para prevenir qualquer tipo de lesão e respeitar sua individualidade biológica também. Cada treino deve ser adotado de acordo com seus limites.

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Tratamento

Lembre-se antes de tudo que cada caso é um caso. “Mas na maioria das vezes o estiramento cicatriza com tratamento conservador. Quando ocorre a lesão, o atleta deve suspender a prática esportiva e procurar um médico para realizar um diagnóstico correto e se necessário, fazer o uso de medicamentos”, afirma Fernanda.

Segundo a fisioterapeuta, se não for bem tratada, a lesão pode evoluir para uma fibrose se as fibras da musculatura não cicatrizarem direito tornará o local ainda mais vulnerável e suscetível a outras lesões.

A cura pode ser acelerada por meio de fisioterapia com o uso de equipamentos de ultrassom e a laser, que aceleram o processo de cicatrização. Após essa etapa, e se não houver dor, o atleta pode iniciar o fortalecimento com resistência leve e de baixa intensidade, aumentando conforme a progressão do tratamento. “O corredor estará apto a voltar à prática esportiva, quando estiver realizando todas as atividades, dentro da fisioterapia, com o membro lesionado igual ao outro não lesionado e sem dor”, explica Fernanda.

Este texto foi escrito por: Carolina Abrantes

Redação Webrun

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