Preparar-se psicologicamente e fisicamente para correr uma maratona de subidas é tarefa difícil, afinal são 42,195 quilômetros de inclinações que exigem bom preparo dos atletas. No dia 30 de novembro a Mizuno lança um desafio: a mesma distância de uma maratona será disputada em, nada menos que, subidas. A prova é a Maratona Mizuno Up Hill.
Serra do Rio do Rastro (SC) oferece 256 curvas no UP Hill, que acontece dia 1 de dezembro. Foto: (João Felipe C.S/ Licença Creative Commons)Os atletas foram escolhidos a dedo. Serão 50 feras correndo nas 256 curvas da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. O trajeto será entre as cidades de Treviso e Bom Jardim da Serra e as inclinações variam de 7% a 35%.
Com o objetivo de preparar os seletos candidatos que realizarão a prova, o treinador André Ricardo de Souza, da BR Move. Ele passa algumas dicas aos atletas do que fazer antes, durante e depois da competição.
Antes – André comenta que os treinos devem ser focados em subidas, pois os trechos da prova exigirão mais do atleta.
Realizamos de quatro a cinco treinos por semana, que variam de 15 a 20 quilômetros em subidas para desenvolver o desempenho do competidor, afirma o técnico. Os locais de treinos são em ruas da Universidade de São Paulo (USP), Pico do Jaraguá e nos Jardins.
Quanto à alimentação, é bom evitar comidas que tenham fibras nos dias que antecedem a prova, pois isto pode gerar desconforto durante a corrida. O mais indicado é ingerir carboidratos para servirem como fonte de energias.
Durante – Caso a atleta tenha dores no decorrer da prova, o mais aconselhável é que ele reduza a velocidade da corrida. A Up Hill não é uma prova contra o relógio, portanto, não exija mais do que seu corpo possa dar, aconselha André Ricardo.
Depois – O método da crioterapia, técnica que utiliza o gelo como terapia muscular, é indicado para atletas que queiram relaxar o corpo. Caso o atleta queira retomar os treinos, não tem problema, dependendo de seu estado físico.
Mais sobre a crioterapia Uma combinação de diversos tipos da Fisioterapia que utilizam de temperaturas baixas em partes do corpo. O frio gera em nosso corpo um resfriamento dos tecidos e da taxa metabólica e, assim, a diminuição das necessidades das células em terem oxigênio.
Este texto foi escrito por: Webrun