
Rodnei e Thiago tiveram opiniões diferentes sobre o impacto da temperatura (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
A Meia Maratona Internacional de São Paulo, disputada no domingo (05/03) abriu a temporada de provas mais duras no circuito de corridas de rua acima de dez quilômetros. Por ser começo de ano, muitos atletas amadores sentiram dificuldade por ainda não estarem em sua melhor forma.
Já estive melhor, conta o fundista Elias Marcelino, que correu na casa de 1h30min. Essa foi a primeira prova longa do ano, ultimamente tenho corrido só na faixa de oito quilômetros, diz o corredor de Ribeirão Pires (SP).
Para Antônio Carlos Dias, a falta de cadência típica do início de temporada foi um agravante para frear os bons tempos. Estava apenas treinando, não estava com muito ritmo. Tenho que correr mais uma ou outra prova para achar o ponto certo, porque se fico oscilando na corrida acabo cansando mais rápido. O ideal é encaixar e ir em um ritmo só, mas aos poucos a gente chega lá, avalia.
A dupla Rodnei Ramalho e Thiago Silvério da Silva também concorda nesse ponto. Para a primeira meia do ano, realmente é difícil (fazer bom tempo), explica Thiago. Rodnei reforça a opinião do colega. Atrapalhou um pouco voltar ao ritmo normal. Tem que treinar, na próxima meia meu tempo vai ser bem mais baixo, aposta.
Divergências sobre o clima– As opiniões em relação à temperatura da prova foram bem diferentes. Elias Marcelino elogia o tempo, que esteve entre 19°C no começo da manhã e 21°C depois de duas horas de prova.
A temperatura está ótima. Até dois dias atrás estava terrível, se fosse daquele jeito ninguém conseguiria ir bem hoje, afirma Elias. Thiago da Silva também aprova. O tempo ajudou bastante, reconhece.
Para seu colega Rodnei, no entanto, a temperatura estava muito difícil. Antônio Carlos Dias foi outro que sentiu o verão paulistano. Estava abafado. O percurso já é pesado por causa da altimetria, remata.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes