Eu, ele e meu primeiro “eu” posso.

Redação Webrun | · 01 out, 2015

Certo dia fui visitar o meu pai, ainda com os meus 12 anos só podia vê-lo  a cada 15 dias devido a distância e a falta de dinheiro que eu não tinha para fazer a rota… bom mas sempre que lá estava ele sempre me saudava e me recebia como uma pessoa especial e da mesma forma sempre era a troca, mas o tempo que lá ficava sempre era para curtir ele que nem economizava em me dizer que a saudade era muito grande…

Certa vez passei mais de 15 dias para esse momento, quando pude estar a primeira coisa que ele me transmitiu foi que estava triste de não me ver com a freqüência que gostaria, mas havia sempre uma esperança de me ver ali, foi quando apontou para TV, pensei em falar que seria difícil de me ver ali, mas por um segundo achei que poderia sim deixar esta esperança para ele e no caminho de casa fui pensando como que aquilo seria possível…

Hoje meu pai teria 105 anos e com as mudas que plantei, cultivei e colho nos dias de hoje, penso que se ele me perguntasse onde poderia me encontrar quando eu não estivesse ali presente, eu responderia… até no Museu do Louvre em Paris estou sob o olhar atento de Monalisa…

Museu do Louvre - Paris - José Virginio - Go Outside

– Pai o “Trail Run nacional tem muitas sementes que plantei, pude e faço muitos amigos por onde passo e passei. Se tivesse a chance de responder pra ele diria que pode procurar que agora vai me achar.

Faço com que minha história chegue o mais longe possível para que os meus (filhos e amigos) possam me encontrar ou lembrar como foi o caminho.

Por isso que: “quando passo pelas trilhas que cortam as montanhas, corro como se fosse o último passo, pois dentro das ambições de minha alma o momento certo é sempre aquele que estou”.

Eu nunca estou sozinho.

Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS

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