Lembrando de como comecei na corrida…
Na verdade nunca gostei de correr, meus esportes eram Jiu-jitsu e musculação e no auge dos 90 quilos iniciei minha preparação para tentar o curso do BOPE. A primeira etapa são os testes físicos, muito exigentes e concorridos. E entre eles uma corrida com subidas e descidas de 10k em no máximo 50 minutos.
Mas do zero, sem treinador, sem saber o que fazer e principalmente sem gostar, como iria fazer isso?
Então, com minha ignorância, comecei a praticar. Primeiros doídos quilômetros são os piores, descobri músculos que nem sabia que existiam através da dor. Três, cinco, seis e assim fui chegando aos 10k.
Quando consegui pela primeira vez a marca foi uma satisfação, alivio e aflição juntos. Porque agora o trabalho seria baixar o tempo. Com isso o peso foi indo embora, os músculos roliços foram definindo, e fui ficando rápido e pior gostando da brincadeira.
No tal dia dos testes, vestindo calça e coturno, fui à direção que descobri no final. Um pouco após a entrada co Cristo redentor, em segundo lugar (para não ficar marcado como 01 da corrida), e muito abaixo do tempo, porque esperei muito até a finalização do limite.
Hoje a corrida faz parte muito importante da minha vida.
E diferentes das outras responsabilidades meu esporte tem ciclos marcados com os anos. E como estamos no inicio de um novo vou me dedicando para que seja bom e glorioso.
Infelizmente em algumas coisas não podemos descansar até acabar. Não podemos deixar de treinar e competir dia após dia, até a batalha estar sanada. Mas não deixemos a bola cair, não vamos esmorecer ao fim de tudo o sentimento é gratificante.
“Sustenta o fogo, que a vitória é certa”
Este texto foi escrito por: RAFAEL SODRé GONçALVES