Após mais uma corrida neste sábado em Videiras, onde consegui um excelente terceiro lugar, pois foi a segunda depois da lesão e o ritmo ainda não está polido. Mesmo com a subida no pódio sei que ainda falta. Sem choro nem vela, vamos em frente, tempo curto e missões a executar.
Já no domingo de serviço, estávamos eu e meus irmãos lembrando um passado não muito distante. Quando a sirene tocava nos acionamentos. Veio em nossas cabeças a correria e gritaria. “Vambora ai!”; “Acionou, Maré!”. E os semblantes mudavam. Como se algo poderoso nos comandasse naquele momento, e entre olhares sabíamos da confiança um no outro.
Tudo ficava pronto em segundos. Armas, equipamentos, viaturas e os Caveiras.
Ficamos nesta nostalgia porque neste domingo resolvemos mais uma ocorrência de uma tentativa de suicídio. Louco né? Em segundos mudamos de foco, versáteis como ninguém, combatemos a criminalidade e salvamos vidas.
Fiquei calado por alguns segundos, olhava a minha volta os seres que ombreiam comigo uma missão árdua e difícil. Olhei para o símbolo do batalhão em nossos peitos, braços e tatuagens. Lembrei de minha camisa de competição, onde também ostento esse símbolo.
Então em um pensamento forte…
“Não posso desapontá-los.”
Este texto foi escrito por: RAFAEL SODRé GONçALVES