Fico me perguntando como deve ficar a cabeça de um corredor iniciante. Acredito que mais embolado que linha de pipa nos tempos de moleque. Não sou tão iniciante e algumas vezes fico confuso sem saber em quem acreditar.
Mas porque isso?
São estudos de técnicas, tênis, modos, macetes, e etc. Divulgam a cada dia uma coisa diferente, hoje você lê que deve correr assim e assado, amanhã o certo é frito e cozido. Realmente fica complicado.
Não estou falando que os artigos científicos sobre modelos de tênis, biomecânica ou qualquer outra coisa, sejam balela, não é isso. Acho importantíssimos para aprimoramento de tudo que cerca o corredor. Porém acredito que informações cruzadas podem fazer mal a quem não conhece, e pior, a quem não se conhece.
Então o que faremos?
Realmente é difícil dar algum conselho, posso falar o que eu faço.
Antes de qualquer coisa devemos começar na atividade que queremos, devagar com calma, mas comece. Levantar e fazer são os primeiros pontos.
Observe, aprender observando é uma sacada legal, e isso acho que vale para tudo na vida.
E a parte mais importante, conheça você mesmo. O auto-conhecimento pra mim é imprescindível. Através dele será capaz de filtrar tudo, exemplos, informações e conhecimento. Porque até o mais certo dos estudos pode não se encaixar em você.
Durante um curso no batalhão, desenvolvemos uma matéria que o nome se explica, Técnicas Individuais. Acho que não preciso explicar mais…
Na hora do combate,
você pode ser o melhor com a faca na mão,
e de nada vai adiantar ela estar guardada na sua mochila.
Este texto foi escrito por: RAFAEL SODRé GONçALVES