
O avião foi pousando no Rio de Janeiro pelo aeroporto Santos Dumont, eu olhei pela janelinha e pensei: Corredores cariocas ou residentes da região, como é fácil pra vocês! Se eu pudesse correr aqui toda semana…
Peguei um taxi até o AP da minha amiga Dani, que fica no Flamengo, e passei namorando o aterro, onde cumpriria na manhã seguinte um dos últimos treinos para meia de Floripa. Nunca foi tão desejado um treino!
Fiquei tão empolgada ao chegar na frente do AP da minha amiga, que saltei do taxi. O motorista saiu atrás de mim falando: -Moça… dizem que as cariocas são bonitas, mas as do sul… Eu disse: Ahh, obrigada (sorriso amarelo). E então ele falou: Você não esta esquecendo nada? Eu olhei pra ele e pensei: – Hii, o que esse cara ta querendo? Meu telefone? Um abraço? (saí pra lá jacaré). Eu olhei pra ele com uma cara Hããã?? E ele disse: – Faltou pagar a corrida! HAHAHA (se não tem mico não sou eu), eu já estava me achando o último repositor da caixa de isopor.
Acordei as 07:30, bom diaa Riooo! E como não queria acordar ninguém, fui tomar café direto na rua (mesmo assim acordei, foi mal Dani). Passei na frente de uma padaria, comprei pão de queijo e fui comendo até o aterro. Cheguei lá, me localizei, tracei uma estratégia de onde seria meu posto de hidratação, já que eu estava sem cinto (sem gel, sem balas e quase sem juízo). Avistei uma barraquinha de água de coco, R$ 2,00 o copo de 250ml, hidratação ok, negociei com o vendedor que eu passaria por lá algumas vezes, e então comecei, rumo aos 19km.
Fui correndo e sorrindo, não tem como ignorar aquela paisagem. A pista era deliciosa e toda arborizada. Protetor solar natural, brisa, pessoas correndo, andando de bike, skate, patins ou caminhando. Pistas pra quem vai e pra quem vêm. Fui e voltei umas 5 vezes. Fechei 18.1km, pois meu GPS estava em milhas e calculei errado.
Parei, sentei, e admirei mais um pouco a paisagem. Sorte de quem pode e tem a sensibilidade de contemplar isso todo dia.

No caminho de volta pra casa senti dores nas unhas do pé, espero que não caia nenhuma delas antes da prova. Depois da corrida, café da manhã completo (a mãe da Dani capricha), banho delicioso e no almoço feijoada (coisa leve). “Bati” perna o dia inteiroooo por Santa Teresa na companhia da Dani, Ana e Bianca, fomos na escadaria do Selaron, lojinhas, e blablabla, eu estava super disposta, sem dores (tirando as unhas).
Obrigada Dani querida, eu AMEI todos os passeios, e da próxima quero vocês correndo comigo ( pode ser até 1km?)!

Segunda as 5h00 da manhã, acordei peguei o avião de volta. O tempo estava meio nublado, o avião passou por meio das nuvens cinzas e logo veio a calmaria do céu azul.
E eu pensei:
Se sua vida se encontra nublada, assim como o céu, às vezes é necessário algumas gotas e trovoadas pra ela voltar a ficar azul. E se isso não resolver, experimente ficar próximo de pessoas que são feito um avião… Ultrapassam as nuvens mais densas e penetram no nosso lado mais azul. (Dani avião hahaha)
Meu Deus, eu to parecendo uma gelatina derretida. Nada disso, o Rio é que inspira.
Próxima parada, Floripa.
Este texto foi escrito por: PATRICIA GUIMARãES PEROTTO