Então…
A mala não chegou, busquei o guichê para reclamar e saber o que seria feito, as informações eram para esperar no hotel, pois seria entregue lá no começo da tarde do próximo dia. Apesar do susto e saber que só trocaria de roupa no dia seguinte, estava tranquilo porque tenho uma dica dada pelo amigo Carlos Fróes: Sempre que for fazer uma prova fora, leva o equipamento da corrida na bagagem de mão, para não deixar de correr se acontecer alguma coisa.
Resumindo o dia e meio que esperei até a prova foram de descanso no quarto, esperando a mala que chegou como previsto e uma ambientação bem leve de 5k e muito casaco.
Kit na mão, material separado, tudo pronto, chega o grande dia. Como se me preparasse para uma operação em alguma comunidade do Rio, ajustei bem o equipamento, preparei a mochila com aquilo que seria importante para passar o dia quase todo no frio, chuva e Gelo.
Viagem de uma hora de ônibus até as geleiras, trinta minutos de aquecimento e estava pronto para correr.
Contagem regressiva e soa a sirene! Largada! É sopa de tamanco e pau na máquina!
2k de descida logo no começo onde estava o bolo, depois disso um corredor que fazia a meia disparou tratei de segui-lo e então o segundo colocado dos 10k que estava entre a gente quebrou na primeira subida. A partir daí senti que seria realmente minha prova. E foi assim até o final. Com uma diferença de 58 segundos do segundo colocado cruzei a linha de chegada.
Missão cumprida!
Batalha vencida!
Operação foi um sucesso!
Dores nas extremidades, lábios rachados, falta de ar, frio, muito frio, e de sobra muitas dores pós prova, mas nenhuma reclamação. Tudo valeu a pena!
… todos armados, todos bandidos,
e o BOPE desceu a favela aplaudido… 
Este texto foi escrito por: RAFAEL SODRé GONçALVES