Os maratonistas em geral esperam o km30 para ver o que tem para os 12 km finais, que quase sempre se deparam como afamosa barreira dos 30 km.
No Deserto os 42 km também tem suabarreira, o problema é tentar ver ou sentir onde ela estará especificamente:numa estrada de sal, uma trilha sombreada com solo instável devido a areia deduna, nas trilhas de dunas a perder de vista, nas placas de quilômetros que novisual estão a metros (próximas), mas devido aos tobogãs de pedras e areiasdeixam as mesmas a quilômetros de distância ou quando os pulmões insistem em seencolherem mesmo com o calor lá fora (isso ocorre devido a pressão).
Para quem pensava que o sol seria omaior dos adversários, o difícil era não olhar para as belezas abstratas que odeserto foi capaz de proporcionar (isto pode mudar a cada ano).
Foi assim: 7h30m foi dada a largadacom cerca de 13 graus.
Sebo nas canelas e borá desbravar olugar mais seco do mundo!
Foi uma das provas que eu meperguntava o tempo todo onde seria o ponto ou a barreira a ser superada,quilômetros ou altimetria ( máxima de 2800 metros).

Sabe de uma coisa, foi tanta coisapara superar, que quando dei por mim, uma estrada, uma placa de km, uma duna,uma trilha e outra placa de km e a reta final se aproximou para eu meposicionar em mais um lugar ao pódio Vice Campeão com o tempo de 3h23m57s com34 graus de temperatura.
Seca como o deserto, longa como umamaratona, desafiadora como a 1º, bela como poucas.
=> Orgulho de relatar: pude colher o quevenho plantando em minha vida e carreira de atleta, pois todos que lá estiveramme ajudaram quando precisei, com palavras de incentivos ou um simples: boaprova, obrigado pela ajuda e o carinho de todos. 
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Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS