Exames de Rotina, para que servem?

Redação Webrun | · 30 jan, 2013

Entendendo melhor alguns exames laboratoriais


Quantas vezes vamos ao médico e ele nos pede vários exames de rotina e não sabemos para que serve cada um deles? As vezes não conseguimos entender nem os nomes… Então, vou explicar um pouco o que são alguns exames mais comuns que os médicos pedem nos exames de rotina.

Hemograma completo: o hemograma é solicitado quando o objetivo é ter informações sobre as células do sangue, nomeadamente leucócitos, plaquetas e hemácias. Portanto, em um hemograma não é possível ter dados sobre o nível de colesterol, taxa de glicose, pesquisa de bactérias. Com este exame é possível ver se as células do sangue estão na quantidade correta e no formato esperado.

Glicemia de Jejum: a glicemia de jejum é medida através de um exame de sangue que analisa a taxa de glicose do sangue após 8 horas (no mínimo de jejum). Como nosso corpo tem a capacidade de manter nossa glicemia estável, o resultado esperado é um valor entre 75-99mg/dl. Valores acima do esperado poderão indicar um quadro de diabetes, porém, outros exames serão solicitados para fechar o diagnóstico.


Foto: Jan Friml/ Stock.Xchng


Colesterol Total e Frações:
esta análise quantitativa de colesterol sérico é usada para medir os níveis circulantes de colesterol livre e ésteres de colesterol. Altos níveis séricos de colesterol podem estar associados com o risco aumentado de desenvolvimento de doenças relacionadas ao coração

As frações do colesterol compreendem o HDL (colesterol bom – lipoproteína de alta densidade), o LDL (colesterol ruim – lipoproteína de baixa densidade) e o VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa).

Triglicérides: a medida dos triglicerídeos no sangue em geral é feita como parte de um perfil lipídico usado para avaliar o risco de doença cardíaca. Como parte do perfil lipídico, pode ser usada para monitorar pessoas com fatores de risco de doença cardíaca e aquelas que tiveram infarto do miocárdio ou que estão sendo tratadas por causa de níveis altos de triglicerídeos. Em diabéticos, é importante medir os triglicerídeos como parte de exame dos lipídios porque eles aumentam quando os níveis de glicemia não estão bem controlados.

Hemoglobina Glicada: é uma forma de hemoglobina presente naturalmente nos eritrócitos humanos que é útil na identificação de altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. Este tipo de hemoglobina é formada a partir de reações não enzimáticas entre a hemoglobina e a glicose. Quanto maior a exposição da hemoglobina a concentrações elevadas de glicose no sangue, maior é a formação dessa hemoglobina glicada. Como esta reação é irreversível, a hemoglobina glicada permite identificar a concentração média de glicose no sangue durante períodos longos de tempo (aprox. 2 meses), ignorando alterações de concentração episódicas.

Isto é útil no diagnóstico de diabetes, mesmo que o doente se abstenha de consumir produtos com glicose dias antes da consulta, de forma a esconder a sua situação ou a incorreta ingestão de alimentos, tendo em conta a sua condição. Também se evita assim que certos fatores que alteram a concentração de glicose do sangue por curtos períodos (como por exemplo, o stress) possam indicar um falso diagnóstico.

Curva Glicêmica: o exame da curva glicêmica é muito utilizado nas gestantes e serve para verificar a quantidade de açúcar no sangue após a ingestão de um líquido açucarado preparado especialmente para o exame, em 4 etapas diferentes. O exame da curva glicêmica serve para diagnosticar a diabetes mellitos tipo 2 ou a diabetes gestacional, pois permite avaliar como o corpo responde a esta alta carga de glicose.

O exame da curva glicêmica é feito da seguinte forma: inicialmente é feita a coleta de sangue em jejum. Depois é dado ao paciente um vidro com conteúdo açucarado (75 ou 100g de glicose) que deve ser bebido imediatamente. Após 1, 2 e 3 horas é feita a retirada de uma pequena quantidade de sangue que é então avaliada em laboratório.

Recomenda-se que o exame seja feito em jejum de 8 horas. E durante o exame não deve-se comer, nem beber nada, sendo necessário ainda ficar de repouso, sentado relaxadamente.

TGO e TGP: indicadores sensíveis de dano hepático em diferentes tipos de doenças. Mas deve ser enfatizado que ter níveis mais altos que o normal dessas enzimas não indica, necessariamente, uma doença hepática estabelecida (as vezes, apenas o sobrepeso pode aumentar estes índices). Tais índices podem indicar algum problema ou não. A interpretação dos níveis altos de TGO e TGP depende do quadro clínico em geral.

Uréia e Creatinia: duas substância dosadas em análises de sangue que servem para avaliar a função dos rins. Não confundir creatinina com creatina.

Bom, estes são os exames mais comuns que os médicos pedem em check ups anuais. Espero ter ajudado a esclarecer um pouco porque eles são pedidos e porque devem ser realizados sempre!

Este texto foi escrito por: BRUNA IASI

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