Nem sempre podemos definir o que temos para o dia, mas saborear uma surpresa não tem preço.
A noite e o dia, o calor e o frio, a velocidade e a resistência, o sal e o açúcar; observe que até soa como nota musical ou parte integrante de um conto poético, mesmo sendo abstrato para o tato, isso sempre esta em meu dia, pode crer que sim, em geral já tenho uma definição por esse ou por aquele momento, mas saber qual é o melhor caminho a seguir é uma incógnita.
No momento o nosso horário de verão é a bola da vez. Lembra-se do termo: Não tem preço.
Acompanhe ai e veja se não tenho razão.
Quando meu relógio desperta ao som de: Chariots of Fire (Vangelis), ás 3h35m, meus olhos já devem estar abertos para o meu dia, mas na verdade são os meus ouvidos que se encarregam de dar as primeiras ordens de comando motor, para os pés tocarem o chão, mas quando pensa que não, já estou dentro do meu Batcarro, para minha aula de personal de corrida que darei ás 4h20m, a cerca de 20 km de casa. O percurso é rápido e me permite andar a 140 k por hora, se tratando de São Paulo isso é quase um momento raro, mas só faço isso neste período.
Melodia para acordar, rock para dirigir agora borá para o treino/aula de personal que utilizo para fazer também o meu primeiro treino do dia (girando em torno de 10 km a 15 km).
Antes do horário de verão era possível iniciar os treinos, com o meu aluno acompanhado de uma ilustre convidada permanente a LUA, na medida em que iam passando os quilômetros ou os minutos do relógio, o senhor SOL, já se mostrava presente, para nós e a natureza que o cerca, daí para frente era finalizar o 1º treino e fazer do dia o melhor possível, pois a natureza já me deu a inspiração necessária de renovação e amor pelo que temos gratuitamente.
No final da tarde, com o sol entregando o batente à lua, o contraste é tão belo quanto sua chegada ás 4h49m, mas mesmo assim a lua se encarrega de dar seu charme à noite que se aproxima.
Hoje o sol demora um pouco mais para brilhar no meu caminho/treinos, permitindo que a lua, possa ficar me olhando pelas frestas das árvores/montanhas presente nos meus treinos.
Quando no final da tarde, ele o sol, proporciona um caminho mais claro onde consigo ver o meu suor brilhar no seu reflexo.
Ufa, entre: noite e dia, sal e açúcar, velocidade e resistência, calor e frio, asfalto ou montanha, vou ficar com os números de meu relógio e deixar a mãe natureza me guiar por caminhos que ela é capaz de desenhar.
Que venham os desafios. Sempre estarei pronto.

Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS