Conhecendo as Propriedades das Ostras!

Redação Webrun | · 25 jun, 2012

A ostra (nome científico: ostrea edulis) é um molusco bivalve, que atinge até 10 cm de comprimento e tem sua origem no Mediterrâneo. Sua concha inferior é convexa e a superior chata. Desprovida de pés, fixa-se através de um cimento segregado pelo manto.

As ostras se alimentam por filtração, retirando as impurezas e os microorganismos da água (algo como uma esponja cheia de sabão colocada embaixo de uma torneira ligada). Uma água poluída pode contamina-la, uma vez que elas se alimentam filtrando a água do mar. As bactérias e os metais pesados depositam-se nos seus tecidos à medida que a água é filtrada. Daí a importância de saber se as ostras (e todo o marisco) provêm de uma zona não poluída. Este produto não pode ser comercializado em temperatura ambiente e, sim, sob refrigeração ou congelado. Verifique também se estão bem fechadas antes de consumi-las. 
 

A ostra tem baixa composição calórica e é de fácil digestão. É composta de: sais minerais, vitamina A, B e D, fósforo, iodo e zinco (ela é a maior fonte deste mineral, seguida da carne vermelha). O zinco é essencial ao organismo e tem influência nas seguintes funções fisiológicas: crescimento e multiplicação celular, imunidade, reprodução e fertilidade (por isso a sua fama de afrodisíaca), cicatrização, integridade cutânea, proteção contra radicais livres, visão, metabolismo ósseo e funcionamento cerebral.

Elas podem ser vendidas frescas ou congeladas, sendo os meses de Maio, Junho e Julho ideais para o consumo. Compre sempre em estabelecimentos de confiança, onde possa saber qual a sua origem (a mais segura é aquela que foi criada para fins comerciais em águas limpas).  O ideal é tentar comê-las no próprio dia da compra, mas caso não seja possível, conserve-as no frigorífico entre 0 e 5° C, e consuma-as, no máximo, dois dias depois. No congelador, em saquinhos fechados, elas duram até 4 meses.

Um estudo analisou o vírus Vibrio parahemolyticus associado ao consumo das ostras cruas. O microorganismo é natural do ambiente marinho e o maior causador da gastrenterite de origem bacteriana associada a pescados. Pode causar dores abdominais, diarréias, náuseas, dores de cabeça, febre e calafrios, e até levar à morte (em casos mais raros). Por isso a importância de saber a procedência e a forma de armazenamento delas!!

Em relação ao seu modo de preparo, podem ser consumidas em sopas, cremes, molhos e gratinadas, mas a preferência ainda é pelo modo que não exige grandes produções para o preparo, ou seja, cruas, regadas com limão e polvilhadas com pimenta-do-reino, servidas como entrada.

Este texto foi escrito por: BRUNA IASI

Leia também

 

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!