Quinoa: o que é e para que serve.

Redação Webrun | · 20 jun, 2012

Cereal milagroso, grano madre e grano de ouro são alguns dos adjetivos da Chenopodium quinoa, o nome científico da quinoa. Nativa dos Andes, a quinoa (ou quínua) é cultivada entre 3.800 m e 5.000 m acima do nível do mar, especialmente na Bolívia, no Peru, no Equador e no México, tem folhas grossas e, por sua fácil adaptação em solos mais pobres, chegou a ser considerado o “alimento perfeito” pela Organização das Nações Unidas (ONU). A porcentagem de proteína varia a partir de 12%, dependendo do solo em que a semente for cultivada. Ela é encontrada na forma de grãos, farinha ou flocos.

Estudos afirmam que seu valor protéico só pode ser comparado ao do leite materno, deixando para trás alimentos como a carne, os ovos e o peixe (mas isso não significa que devemos passar a comer apenas o cereal!!!! Lembrem-se sempre que os alimentos sempre se complementam em suas características). O pseudocereal, como é classificado, é riquíssimo em substâncias relacionadas ao desenvolvimento da inteligência, à rapidez de reflexos e a funções como a memória e o aprendizado.

Boa fonte de fibras e com baixo teor de colesterol, o grão também não faz feio no quesito vitaminas: A, B6, B1, C e E, além de ferro, fósforo, magnésio e cálcio.

Além disso, a quinoa é uma fonte poderosa de fitoestrógenos, substâncias que auxiliam na prevenção do câncer de mama e afastam o risco de osteoporose, pois dão uma forcinha na absorção do cálcio dos alimentos.

Em grãos, pode ser preparada como o arroz. A farinha substitui tanto o trigo como a aveia e é usada em massas, pães e biscoitos. O floco geralmente entra no preparo de saladas e de cereais matinais.

Este é um cereal que costuma ser indicado para:
– quem sofre de enxaquecas: devido ao magnésio, mineral que ajuda a relaxar os vasos sanguíneos, evitando compressão, bem como pela Vitamina B2 (ao promover a energia ao cérebro);
– evitar doenças cardiovasculares: níveis baixos de magnésio têm sido associados a doenças como aterosclerose, arritmias e hipertensão;
– diabéticos e em casos de obesidade, devido ao alto teor de fibras;
– fornecer antioxidantes ao organismo (através dos fitonutrientes);
– Crianças e mulheres grávidas, devido ao alto teor de cálcio.

Fica a dica para um delicioso complemento a ser consumido com frutas, iogurtes ou mesmo com uma salada.

Este texto foi escrito por: BRUNA IASI

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