Desafio Pharmaton – Dia 3

Redação Webrun | · 14 maio, 2012

Treinão oficial

Agora é para valer! Sábado foi dia do primeiro evento oficial do Desafio Pharmaton, reunindo os cerca de 300 corredores das oito assessorias participantes. Quando meu despertador tocou às 5h30, confesso que pensei “socorro!”, mas levantei empolgado para queimar o chão.

O treino era na USP e acontece que a Cidade Universitária é imensa. Já estive lá inúmeras vezes pelos mais diversos motivos acadêmicos, profissionais, esportivos e lazer mas é notável a dificuldade que tenho para me localizar bem por ali.

O convite para o treinão dizia que o ponto de encontro era a casa do remo na raia olímpica da USP. “Simples”, eu pensei. Para mim era fácil, afinal tinha estado exatamente no mesmo local menos de uma semana antes, para a cobertura da segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon.

Enganaram-me– O acesso para um pedestre à USP não é muito simples, principalmente porque tudo lá dentro é longe. Cheguei em cima da hora, já meio correndo. No caminho para a casa do remo eu vi algumas vans de assessorias estacionadas, então não me preocupei, poucos minutinhos não iriam pesar. Mas a vida está sempre me lembrando de como eu posso estar errado.


É logo ali

Foto: Benjamin Earwicker

Não tinha ninguém na tal casa do remo. Ok, tinha, mas nada parecido com 300 corredores reunidos e uniformizados. Fiquei atônito, pensando se tinha errado o dia, o horário. Perguntei para a moça da guarita e ela indicou que era no final da raia. No final das contas andei mais de dois quilômetros até achar o lugar correto.

Atrasado e esbaforido, avistei a multidão. Ainda não estavam correndo, bom sinal. Deu tempo de cumprimentar o Cláudio Castilho, tomar uma água, vestir a camisa e pronto, já estava correndo de novo.

O propósito do Desafio é estimular a corrida como meio de qualidade de vida, então a intenção não é que os corredores se preocupem com desempenho. Mas eu queria correr bem e fugir de paces altos.

Correndo na raia– Eu nem sabia que dava para correr na margem oposta da raia olímpica. A distância era de cinco quilômetros (marquei seis) e realmente não havia espaço para desenvolver a velocidade, então não forcei muito no começo, esperei a concentração de atletas diminuir um pouco.

Não saí na foto

Foto: Nelson Antoine/ adorofoto

O mais curioso foi que avistei uma placa com um símbolo mortal que dizia ser proibido nadar na raia. Proibido? Por quê? Espera, seis dias antes eu vi um monte de triatletas nadando ali! Alguém tem que avisá-los!

Depois dos cinco (seis) quilômetros, tivemos uma avaliação de gordura corporal e café da manhã à nossa disposição. Tive a oportunidade de conversar um pouco mais com os colegas de imprensa que fazem parte do meu time, a Saúde & Performance. Ana Paula Alfano, da Abril, e o Ricardo Capriotti, da Band. Foi divertido o ouvir falar comigo com aquela voz de radialista dando notícia: “Prazer Paulo, tudo bem?”.

Antes de ir embora ainda tomei uma bronca do Cláudio pelas minhas faltas nos treinos. Agora é pegar firme até o próximo encontro oficial, um treino cognitivo.

Ei, aonde vocês vão? Não pode nadar aí!

Foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br

Este texto foi escrito por: PAULO BARROSO GOMES

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