O começo sempre é mais difícil

Redação Webrun | · 03 jun, 2011

Mal tinha acabado de pegar no sono e o despertador tocou nesta sexta-feira (03/01), às 5h, horário tenebroso para a maioria dos jornalistas. O que me confortava era saber que sair da cama quentinha e de madrugada não era exclusividade minha, pois os corredores do desafio Pharmaton também estariam no Parque do Povo logo cedo.

Antes de chegar ao local, ficava imaginando como seria esse parque, até então desconhecido para mim. Quando cheguei foi uma surpresa, pois o nome do parque, bastante popular, não condiz em nada com os frequentadores, muito menos com a região que ele está localizado. Mas isto é apenas um detalhe, a grande novidade era descobrir quem eram os competidores “iniciantes”.

Entre diversos azuizinhos e laranjinhas, das equipes do Mário Sérgio e Marcos Paulo, conheci pelo menos dois médicos recém-corredores, do grupo do Mário, um hematologista e uma pediatra, que agora querem fugir do sedentarismo e do famoso “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”. Ricardo Helaman, aos 30 anos, com fisionomia de rapaz responsável, passou a treinar há cinco meses para liberar a adrenalina, já que seu trabalho quase diário em uma unidade de terapia intensiva exige tranquilidade sobrenatural.

Já a pediatra Adriana Suzuki, de 26 anos, foi a primeira atleta a cruzar a linha de chegada com a média de 176 passadas por minuto e disse que normalmente consegue relaxar quando corre ouvindo música, mas abandou o hábito porque descobriu que pode ter a concentração prejudicada. “Corro há sete meses e quando saio do trabalho direto para casa posso até me sentir momentaneamente mais descansada, mas a longo prazo só estou guardando estresse”, diz a campeã, representante da Run & Fun, que a cada volta buscou fazer um tempo menor.

No decorrer do encontro, o técnico da atleta, Mario Sérgio, deu algumas orientações indispensáveis, como aquecer as articulações caminhando e, depois da prova, andar por mais alguns minutos para sentir os benefícios da atividade, com a endorfina tomando conta do corpo. Para Marcos Paulo Reis, o grupo do iniciante é o mais importante, porque o começo é sempre mais difícil para todo mundo. “A gente tem o dever de motivar e ensinar certo desde a primeira prática de atividade física”, acredita Marcos.

Dezenas de atletas correram quatro quilômetros e caminharam um trecho com mais de mil metros neste primeiro desafio, onde foi importante contar as passadas e tentar manter um ritmo confortável até o final da prova. “O atleta sai forte, mas logo cansa e acaba andando o resto do trajeto. O teste é importante para dar noção de ritmo aos alunos, sobretudo a percepção de esforço e equilíbrio”, acrescenta o técnico que veste a camiseta laranja.

O Desafio Pharmaton segue até agosto e terá outras provas específicas para grupos de corredores com perfis diferentes, como os “workholics” e “relax”.

Este texto foi escrito por: MONIQUE BARLEBEN

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