Repórter estreante no mundo da corrida

Redação Webrun | · 03 fev, 2010

Neste último domingo, 31 de janeiro, fizemos a cobertura da Corrida Oral-B, em São Paulo, que marcou várias estreias no calendário de 2010. No ano, foi a primeira corrida da Corpore, a primeira cobertura do Webrun, mas, o que foi mais especial para mim, a minha primeira cobertura de corrida, afinal sou repórter do Webrun ainda há menos de um mês.

Jornalista com pouca experiência na cobertura esportiva, eu acredito que o mais importante nesse dia foi ter tido um contato mais próximo com o mundo dos corredores. Em primeiro lugar, pude ver claramente, mesmo num evento não tão grande, como este, porque a corrida é o esporte mais democrático que há. Ela abraça pessoas de todas as cores, de todos os tamanhos, homens, mulheres, idosos e deficientes físicos; abre espaço para atletas profissionais e amadores em uma mesma prova.

E mais, ninguém precisa de um super equipamento, ou alugar uma área específica para praticar a atividade, ela está ali ao alcance de todos, só exige em troca muita disposição e dedicação.

A energia das pessoas antes, durante e depois da corrida é impressionante e impactante. Pouco antes da largada, para todo lugar que eu olhava, via muitas pessoas, todas ansiosas e dividindo coerentemente a vontade de se superar, por que não, de competir, mas também um ar de paz e de confraternização em torno do esporte.

Durante a prova, à qual pude assistir da privilegiada posição do carro de imprensa, que vai pouco à frente do pelotão de elite, pude ver ali, tão de perto, a força e a garra de quem quer chegar ao pódio. Ao mesmo tempo, até na frente, onde a competição se mostra mais forte, o companheirismo vive, como pude testemunhar em uma cena interessante. Um dos atletas perdeu um pouco mais de seus preciosos milissegundos para pegar dois copos de água e passar um deles a outro competidor.

Foto: Ana Fernandes/ Webrun

Ver os participantes cruzarem a linha de chegada também foi uma das partes que mais gostei de ver de perto. Fiquei um bom tempo observando as reações de cada um que terminava a prova. Alguns passavam indiferentes, simplesmente marcavam seus tempos nos cronômetros de seus relógios, mas a maioria se dava, se entregava nas expressões mostradas com o rosto e com o corpo. Algumas pulavam, outras abriam os braços ou até chegavam exaustas por terem se sobrecarregado e não conseguiam esconder o alívio. Pude ver ali porque o esporte também pode ser uma ótima terapia na vida de alguém.

Foto: Ana Fernandes/ Webrun

Houve também toda a pressão e preocupação em fazer uma boa matéria para nossos leitores, com rapidez. Na apuração, procurei entrevistar atletas do pódio masculino e feminino, o que foi um desafio pois parece que eles continuam a correr depois da prova, somem em um piscar de olhos. Nesse momento, a ajuda e os toques do paciente repórter e editor do site que me acompanhava, Alexandre Koda, foram essenciais.

Eu quis ainda encontrar bons depoimentos entre os amadores, saber como eles, que compõem grande parte do público da corrida, avaliavam a prova que acabavam de completar. Com esse material, fiz duas matérias e fotos que já estão no Webrun, uma foi ao ar no próprio domingo e outra nesta segunda-feira.

Bom, esses são alguns dos detalhes dessa experiência que eu vivi na minha primeira cobertura os quais eu gostaria de dividir com vocês, leitores do Webrun, sem os quais nada disso faria sentido. Espero que outros tantos momentos como este se repitam em breve.

Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Este texto foi escrito por: ANA FERNANDES

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