Montanholi vem aí

Redação Webrun | · 29 jun, 2009

Esse ano vou correr o Montanholi, simpático nome dessa meia maratona que começou em 2002, no sítio do… Romanholi. É isso mesmo, Romanholi + Montanha = Montanholi. Já tinha lido várias coisas sobre, mas nunca tinha participado. Esse ano pintou um convite e eu, que sou facinha facinha (não pensem bobagem) para aceitar participar de tudo quanto é prova sem pensar muito sobre o grau de dificuldade da dita cuja, topei na hora!

Vamos participar do Montanholi? Vaaaamos. Beleza. Tranquilo. Topei na hora. Super legal, exatamente no momento em que ando querendo ir mais para a corrida em trilha, com árvores, verde e desafios diferentes do tipo pedra, raiz e lama. Aí fui singela e faceira olhar o site da prova. De cara, uma definição meiga: a meia maratona mais difícil do Brasil. Oi? Como assim por exemplo?

Aí fui vendo onde é que eu fui amarrar minha cã (porque eu não tenho égua, só tenho uma cã preta sorridente). Dei uma olhada na altimetria e soltei um wow! Não tem trechos planos. Só montanhas, ou melhor, subidas e descidas de pirambas. Nem unzinho pedaço plano. Foi então que realizei: eu tinha aceitado correr uma prova dificésima em menos de 1 mês, para a qual eu ainda não tinha treinado nada específico – como por exemplo muitas subidas. Subo a Biologia lá da USP toda semana, mas é meio que só. Vai ser uma BELEZA essa prova.

Aí fui xeretar os tempos do povo que correu outros anos, porque eu tenho esse lado meio masoquista-competitivo (tem que ter para ser corredora né?). Aí vi que a minha treinadora, a Cris, que já venceu o Montanholi cravando 1h38min, no seu *pior* tempo fez 1h47min. Considerando que, normalmente, eu faço exatamente o DOBRO do tempo que ela e o povo de elite faz em provas, eu estou seriamente concorrendo ao posto de lanterninha da prova.

Sim, porque não tem tantos participantes assim para eu passar desapercebida entre os que correm médio e os que correm mais fraco. São 100 pessoas ao todo, então não dá para sair a francesa discretamente se vc for MUITO mal e quebrar na metade. Tem que chegar se arrastando, aguentar a tiração de sarro e ir para o almoço churrasqueiro que te espera no pós-prova (o que dá um certo temor e receio em pessoas vegetarianas como eu, mas faz parte da aventura da prova).

E provavelmente, enquanto dirijo de volta para Sampa, meu cansado cérebro vai apagando a dor e aqueles momentos de questionamento interior quando vc se pergunta “por que demônios eu fui correr essa prova maledeta?? para que se submeter a esse tipo de tortua??” –ou se vc for minha amiga Rê e REALMENTE entrar numa crise existencial no meio de uma meia maratona, vai chegar à raiz da coisa e se perguntar para que a humanidade corre, por que correr, quem sou eu e qual o sentido de tudo isso. Mas é garantido: depois que vc termina a prova tudo isso PASSA e vc fica alegremente combinando qual vai ser a próxima.

Então é isso aí: eu vou conhecer a tal mais dificil do Brasil. Hey, ho, let´s go! Pelo menos deve render um post divertido.

Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂

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