A prova de revezamento Bertioga-Maresias definitivamente cresceu. Muito mais equipes em todas as modalidades da prova, mais gente fazendo apoio, mais trânsito – sim, o revezamento com certeza ficou mais competitivo. Para ter uma idéia, ano passado tinham 5 ou 6 equipes na categoria Feminino Força Livre, a de 9 pessoas, onde competimos – e pegamos 2º lugar. Esse ano tinha algo como 13 ! Ah, e subimos ao pódio novamente, UEBA, dessa vez no 3º lugar – mas isso tem uma historinha, que conto na parte II desse post.
Primeiro, o tempo: nada da anunciada chuva. Abriu o sol e nem um pingo d´água, o que não é tão bom assim para quem pegou os trechos mais piramba, onde uma chuvinha era mais do que bem vinda. Segundo, o trânsito: ainda não está estilo a Volta a Ilha de Floripa, mas a dificuldade em parar os carros de apoio e chegar/sair dos PCs já começou a estressar a galera. Váááárias pessoas entraram com o carro por cima da pista por onde os corredores passavam, ou seja, quem estava tentando dar um sprint final até o PC tinha q desviar dos carros e passar quase que de lado entre os carros e as pessoas que assistiam a prova.
O lado bom é que dessa vez teve até água distribuída pela organização! (ano passado era cada um por si). Também é legal ver essa prova crescendo, pq é uma das mais bacanas especialmente para quem mora em SP – é perto, é mais trail run e tem várias opções (desde o solo até equipe de 9).
Meu trecho foi a largada – 10,8K 100% na praia, uma delícia. A areia estava mais para durinha, o trecho é plano, então dá para socar a bota. Nos primeiros 100m vc já se depara com o 1º canal, ou seja, enfia os 2 pés na água e começa a correr já com tênis e meia molhados. A partir daí, a cada 500m mais ou menos surgia outro canal desses. 
Teve gente que preferiu desviar dando a volta por cima, mas vamos combinar: além de perder um tempo essencial fazendo isso, evitar molhar o pé numa prova off road na PRAIA não faz sentido. Pular ou desviar de uma poça aqui e ali ok, mas quem foi reto, enifou o pé na água e saiu com o tênis fazendo choc-choc passou pelo menos 5 pessoas sem fazer força, só por não desviar. Para mim, o único lado ruim foi não ter marcação de quilometragem. Por outro lado, foi legal correr só na sensação do corpo, sem controlar tanto o tempo.
Outra coisa essencial ali foi o apoio da equipe. Gente, acreditem: ter o povo da sua equipe gritando alucinadamente te dá um gás que vc não sabia que tinha. A dica é fazer como as meninas da minha equipe fizeram: ficar uns 100m ou 200m antes da chegada fazendo festa. Na hora em que vc acha que estava morrendo descobre que ainda tem forças para dar um sprintzinho, afinal vc não quer decepcionar a equipe!
Trecho terminado, chega a hora de focar no apoio. Leva uma, busca outra, grita, incentiva, corre do lado da corredora com a garrafa de água ou gator, tira foto, come uma bisnaguinha. Apoio é ESSENCIAL nessa prova. Aliás, errar o PC, chegar 5 minutos antes da largada e passar nervoso na fila de carros que não anda também faz parte. Assim como entrar num momento sangue-nos-zoio e ficar fazendo milhões de cálculos para saber quem está na frente, além de tentar descobrir quem afinal de contas é a concorrência – HELLO organização, vamos colocar uma idenitificação mais clara nos números do peito para a gente saber quem são as outras equipes femininas de 9 que estão disputando com vc?? Senão a gente fica num esquema assim: vê uma mulher correndo e fica tentando sacar se ela faz parte de uma equipe mista, se é equipe feminina de 3, 6 ou 9. Mais para o final da prova fica mais fácil de saber, mas no começo não dá! Podia colocar uma cor diferente, já resolvia o problema, né?
Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂