Esse ano fiz a cobertura da Maratona de São Paulo pela quarta vez consecutiva pelo Webrun e, como já aconteceu nos outros anos, quase morri do coração na largada após o tiro de canhão do Exército. Diferente de outras provas, em que a saída dos atletas é autorizada ao som de uma buzina, na Maratona de SP o Exército Brasileiro traz um canhão de seu arsenal e estoura uma pólvora (sem a bala) abrindo oficialmente a competição.
Acho que nas edições em que a prova era disputada na região do Ibirapuera, o artefato ficava mais distante do pórtico de largada, então o barulho chegava a assustar, mas não o suficiente para alguém ter um ataque do coração. Em 2008 e este ano, com a largada na Avenida Jornalista Roberto Marinho, muita gente quase foi parar dentro do córrego, tamanho o susto no momento do tiro.
Ao chegar no evento, conversei com o pessoal da assessoria de imprensa, e eles ainda brincaram dizendo que desta vez já estariam vacinados e não se assustariam, mesma condição que eu imaginei estar. Puro engano. Minutos antes da largada, a minha concentração era tão grande para fazer a foto dos atletas, que mais uma vez o canhão me pegou desprevenido e o coração veio parar na boca.
O que me tranquilizou foi saber que não paguei esse mico sozinho, já que várias pessoas se assustaram, entre elas os staffs e também o pessoal da assessoria. E que venha a prova (e o tiro) do ano que vem.

Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Este texto foi escrito por: ALEXANDRE KANITI KODA