São Paulo tem essa fama de cidade da garoa, mas se é verdade parece não afetar tanto o treino noturno. Aliás, garoa a noite é raríssimo: ou chove MESMO ou não chove. Pois ontem foi um desses dias de chove mesmo.
Eu gosto de chuva. Especialmente em lugares cheios de verde, pq fica aquele cheiro de mato molhado que eu gosto. Porque se vc já estava correndo, a chuva normalmente é bem vinda. Seestiver calor então, é basicamente uma benção. Se for prova, vc suspirae vai em frente, afinal é uma PROVA, ou seja, coloca vc a prova devárias maneiras e desistir por causa da chuva é coisa de frutinha. 
Não ligo de correr na chuva, mas tem um porém, um desde-que. Curto correr na chuva DESDE QUE a chuva comece DEPOIS que eu já comecei a correr. Pq dar o start na chuva acho assaz desagradável. Porque começar o aquecimento na tempestade ninguém merece.
Então no Ibira, onde eu treino, quando chove a getne já sabe: vai ter rampa. Isso mesmo, aquela rampa que leva até o MAC e que uns 6 lances de rampinhas até chegar ao topo. Dá para fazer o aquecimento na Marquise e depois.. rampa. Eu curto, comparada à Biologia, na USP, não dá nem para fazer cosquinha — mas para dar tiro é ótima, pq na prática vc dá 6 mini-tiros, faz muita força, mas descansa na descida.
E dá uma sensação ótema de dever-cumprido-ufa-já-acabou, de ter aproveitado a chuva para fazer um treino bacana. Mas e quem não corre no Ibira? Fica a (arght) esteira ou encarna o espírito Cantando na Chuva, bota um tênis mais mulambento e vai que vai.
Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂