Estive em Floripa no último final de semana para cobrir peloterceiro ano consecutivo o Revezamento Volta à Ilha, prova de 150 quilômetrospara equipes, que dá um abraço simbólico na ilha da magia. Vou contar um poucodo que aconteceu, principalmente do temporal que caiu na cidade.
Como acontece em todos os anos, eu dirijo um carro durante aprova e este ano me emprestaram um Celta 1.0 branco, que ao final dos 150quilômetros ficou bege, de tanto barro. Aliás, barro e chuva foram duascompanhias que eu tive durante o sábado inteiro!
A largada aconteceu na madrugada, às 4h na Avenida Beira MarNorte, ainda sem chuva, mas por volta das 5h São Pedro lavou o céu e,conseqüentemente, a cidade toda rs. Depois de fazer algumas entrevistas efotos, peguei o carro, já com o dia claro, e fui até um dos postos de troca,que se localizada numa Rodovia.
Em determinados momentos a chuva era tão forte que nem mesmoo limpador de para brisa no máximo dava conta, além de eu ter que passar porlocais completamente inundados, onde o carro chegava a aquaplanar. Munido deuma elegante capa de chuva amarela, eu mais parecia um agente de trânsito daCET do que repórter do Webrun e o carro muitas vezes se transformou num veículoanfíbio, ou num quatro por quatro, encarando lama e poças.
Passando pelos outros postos de troca, mais curiosidades. NaPraia Brava tive a companhia da Juliana, repórter da Revista O2, que foi nocarro comigo até quase o fim da prova, ajudando a navegar e encontrar os pontoscertos. Estávamos estacionados no morro que dá acesso á Lagoa da Conceição efui surpreendido com um espectador local que nos ofereceu uma bergamota.Achei curioso o nome que o pessoal do sul dá para a nossa mexerica.
Neste mesmo ponto ajudamos um atleta que estava com umpequeno corte no joelho, já que minha água mineral serviu para limpar a feridae depois lhe arrumei um pedaço de esparadrapo que sempre carrego na mochila.Por volta do meio dia fizemos uma parada para almoço. Encostamos o carro numboteco na Lagoa da Conceição e comemos um sanduba maravilhoso acompanhado derefrigerante.
Numa dessas andanças encontrei o treinador e colunista doWebrun Nelson Evêncio, que contou ter corrido o trecho das dunas do Santinhocom água na cintura. Eu o avisei antes da prova que a organização alertarasobre o problema, mas como ele mesmo me confessou depois, não levou muito asério, achando que poderia ter um desvio.
De volta à estrada, paramos no Campeche, onde o Posto deTroca estava espremido numa pequena faixa de areia, já que a ressaca e a maréalta obrigavam os atletas a correr com água nas canelas. Neste momento tive umpequeno descuido e, enquanto entrevistava um corredor, o mar varreu a areia, medando um banho e deixando meu tênis e meia completamente molhados.
Troquei de meia e prossegui pela prova, já sem a Juliana,que foi acompanhar uma equipe dentro do carro de apoio da mesma. Tendo quedirigir e navegar, fiz mais algumas paradas para colher depoimentos, até chegarnum cruzamento completamente congestionado. Era o início da estrada para a BaseAérea.
Pensei que seria perda de tempo encarar o tráfego pesado(nada que um bom paulistano não esteja acostumado rs) e passei direto pelocruzamento, indo em direção ao Morro do Sertão, no sentido contrário dosatletas. Foram cerca de 4,5 quilômetros numa mescla de paralelepípedo easfalto, passando por vilarejos que lembram a cidade de Parati, com construçõeshistóricas e ruas estreitas.
Estacionei o carro e subi um pedaço do Morro para fazerfotos e vídeos dos atletas descendo a verdadeira pirambeira de lama e cascalho.Trabalhos encerrados por lá, voltei pelo mesmo caminho e me deparei novamentecom o tráfego lento no cruzamento. Encostei mais uma vez o super carro ecomecei a bater papo com uma staff e uma árbitra, que tentavam coordenar abagunça.
Depois de algum tempo a situação melhorou e reiniciei aminha epopéia, desta vez já rumando para a chegada, pois o relógio marcava 18he o céu já estava escuro. De volta às estradas a avenidas catarinenses, fuipara a chegada finalizar os trabalhos, mais uma vez sob forte chuva.
Após um belo banho quente no hotel, iniciei a publicação dasmatérias e fotos e fui jantar, por volta das 2h, na loja de conveniência de umposto de gasolina. No domingo às 9h lá estava eu de novo no hotel oficialcobrindo a premiação. Missão cumprida mais uma vez na Volta à Ilha, uma provacansativa, mas muito legal de se fazer.
Confira nas fotos abaixo o carro de imprensa, eu com a bergamota em mãos, depois fazendo anotações em um dos postos de troca e por fim a Juliana, que me acompanhou em parte da prova.

Fotos: Alexandre Koda/ Juliana Ranciaro
Este texto foi escrito por: ALEXANDRE KANITI KODA