Por Donata Lustosa Toda vez que vou cobrir um evento internacional, sempre encontro o maratonista brasileiro Marílson Gomes dos Santos. Com seu jeito recatado e boa educação, normalmente volto dessas coberturas com histórias curiosas com o atleta. A última delas aconteceu no Mundial de Meia Maratona no Rio. Apesar do evento ser em terras tupiniquins, ele tinha a chancela da IAAF, Associação Internacional das Federações de Atletismo, portanto não deixou de ser um evento internacional. Durante a coletiva de imprensa no Hotel Intercontinental, em São Conrado, sentei logo na segunda fileira do auditório. Na minha frente sentaram Lornah Kiplagat (tricampeã do mundial) e ao lado dela Marílson. A queniana, naturalizada holandesa, muito simpática, logo puxou uma conversa com Marílson. Ele me pediu uma ajudinha no inglês para prosseguir o animado diálogo. Lornah queria saber mais sobre o Marílson. Ela ficou admirada com a boa marca dele na meia maratona, 59min33. Contou que estava adorando conhecer o Rio de Janeiro e até brincou. Disse que se o Marílson não ganhasse a prova, ela não voltaria mais para o Rio. Bom, o Marílson ficou em oitavo lugar no Mundial de Meia, que para ele foi uma bem equilibrada. Porém, a colocação de Marílson foi suficiente para ele ser o primeiro atleta brasileiro da prova e garantir o campeonato da Meia Maratona do Rio. Motivo de sobra para Lornah visitar novamente o Brasil, não? Pelo menos nós brasileiros vamos gostar de ver ótimas atuações nos nossos quintais.
Este texto foi escrito por: REDAÇÃO WEBRUN