Dick Pound, presidente da Agência Mundial Anti-Doping (Wada), confirmou que a entidade vai estudar a possibilidade de aumentar a pena mínima para o uso de substâncias proibidas de dois para quatro anos. Eles também vão discutir o uso de apenas uma prova para determinar a suspensão.
Algumas federações importantes acham que nós devemos aumentar a pena mínima, declarou Pound à BBC de Londres. Já em relação ao uso de apenas uma prova, ele afirmou que há um grande número de adeptos à idéia de que apenas o teste A seria suficiente.
Atualmente são feitos dois testes, a prova A e a contraprova B e apenas se os dois apresentarem resultado positivo o atleta pode ser condenado. O objetivo da Wada em realizar apenas uma amostra é evitar casos como o do vencedor do Tour de France Floyd Landis, que teve a prova e contraprova B positivas, mas um erro administrativo do laboratório pode livrá-lo de perder o título.
Erro do Laboratório – O número que o laboratório atribuiu à segunda amostra foi marcado errado e não corresponde ao número do primeiro frasco, o que não significa que a amostra de urina não seja de Landis, mas dá recursos aos advogados contestarem os resultados.
Esses assuntos serão discutidos na reunião da entidade na próxima segunda-feira (27) em Montreal, Canadá. Enquanto isso, as repercussões contra essa nova medida já começam a aparecer, por enquanto nas palavras do heptacampeão do Tour de France, Lance Armstrong.
Armstrong é veementemente contra mudanças na forma de se realizar o controle de doping e diz que os atletas precisam ser mais respeitados. Para um atleta, ser banido por uma amostra A é o mesmo que condena-lo à morte. Se não há uma forma de obter a contraprova através de DNA ou outro meio, então teremos muitos inocentes no corredor da morte.
Este texto foi escrito por: Webrun