Treinamento com planilha realmente faz a diferença na corrida de rua?

Redação Webrun | Atletismo · 24 out, 2016

Quem acompanha o dia a dia de corredores já deve ter notado que, vira e mexe, eles comentam de uma tal planilha. Os sentimentos de amor e ódio são bem divididos, já que enquanto alguns só funcionam a base dela, outros tem pavor de recebê-la no início da semana. Mas, não há dúvidas de que um bom planejamento, muitas vezes organizados através da temida planilha, fazem toda diferença.

Para equilibrar o volume, intensidade e variação nas corridas, o treinador Nelson Evêncio valoriza muito o uso de planilha. “Ela é super importante para a dosagem de cada necessidade do corredor, fazendo assim com que o atleta não exceda o desgaste do organismo, se recupere adequadamente para as próximas sessões e evolua em seus treinamentos”.

Foto: Swapan/Fotolia Foto: Swapan/Fotolia

“Tudo o que é colocado na planilha tem que ter um motivo lógico. Além disso, ela aumenta o comprometimento do corredor com os treinos, já que a maioria dos atletas que não seguem uma planilha estacionam em determinado ponto, se excedem nos treinos ou fazem menos do que necessitam”, explica Nelson.

Para o corredor que fica sem planilha há um risco de se passar da forma ideal, em fases de prova alvo, ou até mesmo não chegar lá. Já que um planejamento bem elaborada potencializa os resultados sem excessos.

O treinador Zellão indica que para estabelecer parâmetros em uma planilha é necessário fazer alguns testes. “Deve-se medir a frequência cardíaca e o ritmo médio percorrido em um quilômetro. Isso irá servir como referência para controle e prescrição dos primeiros treinos, junto a esses dados é feito um controle da evolução”, diz.

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Foto: Andrey Popov/Fotolia Foto: Andrey Popov/Fotolia

Outra base utilizada por treinadores para a criação da planilha é a fisiologia do exercício, nível técnico do atleta, tempo de treinamento, prova alvo, pontos fortes e fracos de cada um, atividade profissional e até mesmo o ciclo menstrual, no caso das mulheres, entre outros diversos fatores que afetam um treinamento.

“Cada planilha é única, já que mesmo gêmeos univitelinos têm diferenças fisiológicas. Lembre-se que quanto maior o objetivo, menos o corredor pode falhar no treinamento. A planilha não é receita de bolo, o que serve para um não serve para outro, ela tem que ser individual”, diz Nelson.

Este texto foi escrito por: Christina Volpe

Redação Webrun

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