
Moses Mosop cancelou a inscrição por problemas familiares (foto: Chai vd Laage/Imago Sportfotodienst/Fotoarena)
Com uma boa premiação em dinheiro, diversos africanos já estão a postos para encarar o percurso seco da Maratona de Dubai, que será realizada nos Emirados Árabes na sexta-feira (25/01). Depois da confirmação do fundista queniano Martin Lel, é a vez dos etíopes aparecerem como destaque.
Yemane Tsegay é um deles. Com um recorde pessoal de 2h04min48, registrado na Maratona de Roterdã de 2012, o etíope terminou a prova de Dubai em 2h06min27 no ano passado e espera conseguir uma melhor colocação neste ano.
Tsegay também gostaria de uma revanche contra Moses Mosop, que em Roterdã ficou em terceiro lugar com um tempo de 2h05min03, mas infelizmente o duelo não acontecerá desta vez. O queniano alegou estar com problemas familiares e não irá para Dubai.
Mosop ficou conhecido após correr em 2h03min06 na Maratona de Boston de 2011, tempo menor do que o recorde mundial de Patrick Makau (2h03min38). Porém, a marca não foi registrada porque a prova americana não possui um percurso válido para homologação de recordes, segundo as regras da Iaaf.
Apesar da preocupação com os outros competidores, Tsegay entende que o grande desafio que terá que vencer será contra ele mesmo. O grande problema não são os outros atletas que irão competir, mas a maratona como um todo. O percurso é longo e eu corri bem no ano passado, mas todos os outros também correram, conta.
No entanto, os maratonistas devem temer os novatos, que chegam com tudo nessa prova rápida. No ano passado, o etíope Ayele Abshero conquistou o primeiro lugar em sua estreia na modalidade, além de gravar a sexta melhor marca em maratonas depois de terminar o percurso em 2h04min23.
Lesionado, Abshero não poderá defender o seu título este ano. Entre as mulheres, surge como uma das favoritas a vice-campeã da São Silvestre 2011, a também etíope Wude Ayalew.
Este texto foi escrito por: Webrun