
Vegetação e alta temperatura tornou percurso abafado (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Direto de Pomerode (SC)– A Meia Maratona de Pomerode, disputada no interior catarinense no domingo (28/10), tem como principal atrativo a cultura alemã da região e o percurso plano que a exemplo das famosas maratonas da terra mãe propicia bons tempos. Apenas o clima não esteve nada germânico, com média de 24°C e mesmo o suposto trecho plano foi contestado por alguns corredores.
A prova é rápida sim, mas engana, é um falso plano, avalia o campeão da categoria masculina, Paulo Cézar de Jesus, referindo-se ao longo trecho de leve inclinação na extensa Rua Quinze de Novembro, que liga a cidade à Rodovia SC 470. Mesmo com a vitória, ele reconhece que o clima foi um obstáculo. Estava muito abafado, difícil para correr.
Forno– Para o Analista de Custos Elicelso Amaral Mendes, de Curitiba, o percurso é bom, mas a sensação térmica é a de um forno. É muito quente porque é um buraco entre a mata (há densa vegetação dos dois lados da estrada), fica abafado, conta.
De Blumenau, o professor de Educação Física João Batista Melo encarou a Meia apenas uma semana depois de disputar o Mountain Do de Lagoa da Conceição pela equipe Runners Blu. Ele também sentiu a altimetria e o clima. Falam que é plano, mas não é, tem uma subidinha. Estava muito abafado, só que o pessoal que correu é muito rápido, então se tornou uma prova bem veloz (pela tendência dos corredores acompanharem), pondera.
Neiva Siqueira Fernandes, de Curitiba, foi uma das beneficiadas por esse alto nível dos corredores. Superei meu tempo de meia, comemora. Ela reconhece que há um falso plano que engana os participantes, mas adotou estratégia que resultou em seu recorde pessoal. É ali (na subida) que tem que chutar tudo, não pode diminuir, define.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes