Calor castiga maratonistas na Maurício de Nassau, em Recife

Redação Webrun | Maratona · 03 out, 2012

Juliana teve de ser amparada na chegada pelo staff (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Juliana teve de ser amparada na chegada pelo staff (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

A opinião geral dos corredores que disputaram os 42,195 quilômetros da Maratona Maurício de Nassau, em Recife (30/09) era quase unânime: a organização foi muito boa, mas o calor é desleal. Dentista na capital pernambucana, Juliana Job de Oliveira correu as três edições e revela que esta foi a mais difícil.

“De todos os outros, este ano foi o mais duro. Estava muito quente”, conta a corredora, que faz questão de elogiar a organização. “Ela está crescendo, não tínhamos uma corrida assim, tão bem organizada e estruturada”.

No entanto, aponta fatores que melhorariam a experiência de quem opta por correr a maior distância. “Poderiam ter mais postos de hidratação em Boa Viagem e, principalmente, a prova poderia ser realizada em outro mês ou com largada às 6h, ao menos para a maratona. Para o Nordeste tem que ser assim”, avalia.

De fato, a temperatura na largada já era de 25°C com sol forte e chegou aos 27°C antes mesmo dos primeiros colocados completarem a prova. Milton Takeshi Sato, bancário de São Paulo, veio correr com a esposa.

“Eu tinha esperança que estivesse um pouquinho mais fresco, mas a umidade não estava tão alta como eu imaginava, tive que me hidratar bastante”, conta. Ele reforça a opinião de Juliana. “Às 5h aqui já está claro, 6h é um bom horário para largada”.

Para o aposentado Cleodon José da Rocha, de Abreu e Lima, no interior do Estado, “o sol castiga”. Ele foi o campeão de 2011 na categoria até 65 anos e correu também a primeira edição. “Se não tiver bom preparo e treinamento para a maratona não termina aqui, é complicado”, encerra.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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