Saiba a importância de dosar a intensidade do treino

Redação Webrun | Corrida de Montanha · 31 ago, 2012

Existem diversas ferramentas para acompanhar o treinamento (foto: Rodrigo Vieira/ Stock.Xchng)
Existem diversas ferramentas para acompanhar o treinamento (foto: Rodrigo Vieira/ Stock.Xchng)

Um dos grandes segredos de um treinamento de corrida bem sucedido é saber dosar sua intensidade. Particularmente defino a intensidade como o grau de dificuldade do exercício (no caso a corrida) em relação ao máximo que consigo. Por exemplo: se corro meu melhor 10 quilômetros em 50 minutos e em treino fizer os mesmos em 65 minutos, estarei numa intensidade mais baixa que meu máximo. Se o fizer em 51 minutos, estarei em intensidade bem próxima à minha máxima, logo, em intensidade alta.

Antigamente, nosso referencial para mediar a intensidade do treino era somente o tempo em relação ao máximo. Aplicávamos um teste de um e três quilômetros, ou pegávamos os resultado de provas e calculávamos as porcentagens de treino entre 70 a 95% daquele ritmo. Conforme esta porcentagem, sabíamos a intensidade de cada treino. A grande desvantagem era quando treinávamos em local sem marcação, com subidas e descidas e, principalmente, para as pessoas que não tinham noção de ritmo. Também era usada a tabela de percepção subjetiva ao esforço, que conforme a pessoa respondia ao exercício, sabíamos mais ou menos sua intensidade.

Em seguida veio o controle da frequência cárdica, que foi um excelente marco na história do Treinamento Desportivo. Descobriu-se que, conforme a frequência cardíaca em que se pratica a atividade, é possível determinar sua intensidade e dosá-la durante o próprio exercício, sobretudo com o uso do monitor cardíaco, pulsímetro ou frequencímetro.

Hoje com o advento dos equipamentos de GPS que, além da frequência cardíaca, medem a velocidade e o ritmo por quilometro, temos ainda maior facilidade em dosar a intensidade do treino e conseguimos treinar de forma leve, moderada ou forte, conforme o programado para o dia. Particularmente procuro utilizar todos os recursos que forem possíveis, pois quanto melhor o controle, melhores serão os resultado obtidos, uma vez que não haverá desgaste excessivo, nem estímulo abaixo do desejado.

Sem tecnologia – Tenho amigos que defendem a participação em treinos e provas sem equipamentos, apenas contando com o feeling do indivíduo, mas confesso que há o grande risco de se passar da dose sem perceber e, com isso, comprometer os treinos dos outros dias ou a prova. Certa vez, durante um treino longo, eu me sentia tão bem que, ao olhar o GPS, percebia que corria quase 30 segundos por quilometro mais rápido do que o programado, podendo com isso pagar um preço caro na parte final. O uso desta ferramenta me permitiu reduzir o ritmo e administrar bem melhor o treino, poupando energias e terminando bem.

O uso constante do monitor cardíaco, pulsímetro ou frequencímetro, também é muito importante para detectar possíveis alterações cárdicas, servindo como uma grande ferramenta de segurança. Há vários casos de pessoas que sentiram variações muito grandes em seus batimentos cardíacos durante os treinos ou provas, foram ao cardiologista a tempo e com isso puderam se tratar na época certa.

Além de ter um treinador que estudou e saberá calcular as intensidades de treino recomendadas para cada sessão sua, vale a pena investir em equipamentos que sirvam para medir e controlar esta intensidade de maneira correta.

Este texto foi escrito por: Nelson Evêncio

Redação Webrun

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