Conheça o legado do maratonista José Teles, que se aposenta

Redação Webrun | Corridas de Rua · 31 jul, 2012

Presente em Pequim  Teles dá adeus às pistas (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Presente em Pequim Teles dá adeus às pistas (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

Na coletiva de imprensa da Maratona de São Paulo, em junho, chamou atenção a presença do piauiense José Teles, que já há algum tempo não aparecia com a mesma frequência de outrora. Aos 41 anos, o atleta do Esporte Clube Pinheiros anunciou que estava se aposentando de competições internacionais.

Teles não completou a corrida, vencida por Solonei Rocha da Silva, também do Pinheiros. “Até os 18 quilômetros eu estava correndo dentro do previsto, mas senti a panturrilha. O ritmo caiu e vi que não ia dar, começou a travar o músculo”, explica o corredor.

Aquela era uma prova especial para ele. Foi onde estreou em maratonas, em 1999, com um quinto lugar (repetidos em 2002 e 2003). A Maratona de São Paulo foi também o palco de seu maior título, em 2005. “Tive muitas vitórias, mas foi essa que me projetou na mídia”, lembra.

O adeus– O processo de aposentadoria é algo difícil para um corredor. Apesar da despedida anunciada, o fundista deve correr mais uma maratona neste ano, no final de setembro (a Maurício de Nassau, em Pernambuco, ou a de Foz do Iguaçu, no Paraná). “Não sei se consigo largar as corridas de uma vez. Jamais pararei de correr, nem que sejam só os meus treinos”, conta Teles, que disputa a Golden Four de São Paulo 2012.

Por que lembrá-lo em época olímpica?– Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil foi representado na Maratona masculina por Marílson Gomes dos Santos, Franck Caldeira (ambos presentes em Londres) e José Teles. Tanto Franck quanto Marílson abandonaram a prova, enquanto Teles completou com 2h20min, na 38ª colocação.

“A Olimpíada é o sonho de qualquer atleta, é uma glória ter essa oportunidade. Só não terminaria a Maratona se acontecesse algo muito grave”, diz Teles. Ele acredita em bom rendimento da equipe brasileira em Londres. “Vamos torcer, acredito que o Marílson deve fazer uma grande prova”, aposta.

O legado– Além do exemplo de Pequim, o maratonista deixa para o Brasil algumas promessas nas corridas. Seus filhos, Julio (15 anos) e Alexandre (13) treinam no Pinheiros com o técnico Cláudio Castilho treinador de Teles e de Adriana Aparecida da Silva, classificada para a Maratona das Olimpíadas de Londres.

“Sou um pai coruja. Hoje, perto do encerramento da carreira, vejo os moleques dando continuidade ao que fiz e isso é muito gratificante”, diz o piauiense, orgulhoso. “Eles têm talento e podem ir mais longe do que eu fui. Quem sabe em 2016 (nas Olimpíadas do Rio de Janeiro) já estamos aproveitando o potencial deles, vou torcer para isso”, encerra.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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