
Exemplo de fortalecimento do core com bola suiça (foto: LocalFitness.com.au/ Licença Creative Commons)
Quem leva corrida a sério sabe que o treinamento vai muito além de apenas sair trotando por aí. Reeducação postural, trabalho psicológico e fortalecimento de determinados grupos musculares são algumas das atividades complementares que geram impacto direto nos resultados de um corredor ou triatleta.
O core training, ou treinamento de core, é uma dessas atividades. Core é um termo em inglês que significa núcleo/centro, e é justamente a isso que se refere, o trabalho de força na região central do corpo tronco, abdominal e lombar realizado normalmente por exercícios isométricos, como aqueles em que a pessoa fica parada em posição de prancha, contraindo determinados músculos.
Benefícios do core– Ao fortalecer esta região, o atleta faz um importante trabalho preventivo. O core gera uma longevidade maior ao atleta. Prolonga o período de treinamentos sem ter que parar por lesão, conta Diego Lopez, treinador da Trilopez Assessoria Esportiva.
Isso significa que as chances de lesão diminuem drasticamente e um corredor pode treinar por seis meses, dois anos, sem ter uma interrupção forçada. É difícil mensurar ganhos de performance com o core, mas com certeza ele é um dos fatores envolvidos na melhora de desempenho, diz o técnico.
Correção nos movimentos– Diego explica que o senso de equilíbrio fica mais apurado. O atleta consegue corrigir automaticamente erros de mecânica do movimento. Muitas vezes, segundo o treinador, o corredor é resistente mas tem a mecânica errada.
Se acertar isso, tem um ganho maior ainda em resultados, continua. Só de colocar o adendo do core em treinos intervalados como correr 15 minutos e fazer exercícios no tempo de parada já melhora a mecânica e performance no sentido de gastar menos energia com movimentos errados. De dois a quatro meses ele já está adaptado e dá para sentir resultados, define.
Triatleta versus corredor– Por ser um trabalho complementar, o treinador recomenda sua aplicação principalmente para corredores. Isso porque o triatleta já trabalha o core nos esportes específicos, como a natação.
Como um praticante de triathlon tem que treinar ao menos seis vezes por semana duas cada esporte Diego Lopez reforça a indicação para quem apenas corre. Um corredor tem menos acervo motor e treina em média três vezes por semana. Dá para encaixar o treinamento do core com mais facilidade e ele precisa mais do que um triatleta, por a corrida trabalhar menos essa região, encerra.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes