Márcia Narloch comenta percurso e dá dicas para a Maratona do Rio

Redação Webrun | Maratona · 04 jul, 2012

O percurso beira a orla da praia no Rio de Janeiro (foto: Patrícia Serrão/www.webrun.com.br)
O percurso beira a orla da praia no Rio de Janeiro (foto: Patrícia Serrão/www.webrun.com.br)

A previsão do tempo para o próximo domingo (08/06) indica que os participantes da Maratona do Rio devem correr sob chuva e calor. Mas, apesar de incomodar um pouco os participantes, a água não deve ser um problema e o percurso praticamente plano pode ajudar na jornada de 42 quilômetros pela cidade maravilhosa.

O percurso – A ex-maratonista Márcia Narloch, que representou o País nas Olimpíadas de Barcelona-92, Atlanta-96 e Atenas-04, passa algumas dicas aos corredores dividindo a prova em três fases principais. Na fase inicial da Maratona do Rio, o percurso tem largada no Recreio e segue até a Barra da Tijuca em uma longa reta. Nesse período, o atleta vai se aquecendo e observando as respostas do organismo numa situação confortável.

No entanto, é em direção a São Conrado, até o bairro do Leblon, que começa uma leve subida de dois quilômetros.

“Essa parte é um pouco difícil, porque está em mais da metade da prova, no quilômetro 30. Já meio desgastado, [o corredor] pega uma subida pela frente”, explica sobre a fase intermediária. Narloch é catarinense, de Joinville, mas considera o Rio como sua segunda casa, já que mora por lá há mais de 20 anos .

Para ela, a fase final não é tão complicada quanto as passadas, mas é o preparo psicológico que conta nessa hora de completar a maratona. “A fase final é a fase de superação, que é chegando em Botafogo”, afirma a campeã da maratona nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003. A ex-atleta pertence ao restrito grupo de compatriotas que correram uma maratona abaixo de 2h30 na história, ao lado de Carmen de Oliveira e, agora, de Adriana Aparecida da Silva.

Sol ou chuva? – A Maratona do Rio beira a orla da praia durante praticamente todo o percurso e por isso o tempo muito quente pode não ser bom, já que as vias não são arborizadas.

“É melhor estar esse tempo bonito, com sol. Eu acho que com chuva perde o brilho da maratona”, conta Márcia. O ideal para os atletas é que a temperatura esteja amena, desde que não se esqueçam da hidratação.

Na véspera – O dia que antecede a competição não tem muitos segredos. O treino já foi feito, basta colocar em prática a experiência e condicionamento adquiridos.

A dica de Márcia é cuidar bem da alimentação e comer o que já está acostumado. O ideal, segundo ela, “é não fazer coisas muito diferentes do que se faz durante o treinamento”, para evitar qualquer indisposição.

Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta

Redação Webrun

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