
Mariana Araújo e Alexandre Koda: experiências enriquecedoras (foto: Arquivo Webrun)
Na última matéria comemorativa do aniversário de dez anos do Webrun, o atual editor e uma recente estagiária falam sobre a experiência de atuar no jornalismo do site.
Em 2005, Alexandre Koda foi convidado para cobrir as férias de Donata Lustosa, então editora do Webrun e sua colega de faculdade. Seu trabalho foi bem recebido e pouco depois ele recebeu outra proposta de freelancer, desta vez no site irmão Webventure. A experiência lhe rendeu um convite para ser repórter fixo do site de corridas.
O Webrun precisava de um repórter e eu aceitei, no ínicio de 2006. Fiquei quatro anos na função, com a Donata e o Harry (Thomas Jr), que me ensinou bastante coisa, lembra Koda.
A partir de 2010 o repórter assumiu a função de editor e desde então é o responsável pela linha que o site segue. Começamos a buscar eventos diferentes, provas que saem um pouco do asfalto, eventos internacionais e também pelo Brasil afora. Temos que sair um pouco do eixo Rio-São Paulo, onde o mercado já está consolidado, analisa.
Mudanças– Antigamente, Koda ia às provas com disquete na mão para pegar os resultados. Além dessa evolução, hoje vejo que aumentou muito a interatividade com o público, graças às redes sociais, compara o editor.
Para Mariana Araújo, que teve passagem no Webrun como estagiária, as mudanças foram velozes. Mudou muito desde quando entrei até hoje, a parte de vídeos, guias. O pessoal está sempre procurando renovar e com investimento e vontade faz o site crescer.
Experiência– Mari fala do que mais gostou em seu período na redação do site. Cobrir eventos, pela proximidade com os atletas. Ela destaca dois momentos como marcantes.
Na minha primeira matéria assinada fiquei impressionada com a ultramaratonista que ia fazer a Volta à Ilha sozinha . E teve a cobertura do Ironman 2011, 18 horas seguidas trabalhando, foi incrível acompanhar as chegadas, conta.
Desafios e tendências– Para o atual editor, fazer internet sempre será um desafio. Todas as mídias estão convergindo para a Internet, nosso caminho é esse, ser mais multimídia e não apenas texto, avalia Koda.
Hoje as mudanças são cada vez mais rápidas e é exigida agilidade de quem faz. Daqui a dez anos espero estarmos com equipes consolidadas em várias praças, principalmente no Nordeste, região que, segundo o jornalista, tem um potencial de mercado muito grande.
Mariana resume a experiência de trabalhar no Webrun em uma única frase. Aprendi muito mais aqui do que na faculdade, jornalismo se aprende fazendo, encerra.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes