Amadores comentam pontos críticos do percurso da Maratona de São Paulo

Redação Webrun | Maratona · 19 jun, 2012

Luiza Trindade melhorou desempenho nos túneis (foto: Fabiana Coletta/ www.webrun.com.br)
Luiza Trindade melhorou desempenho nos túneis (foto: Fabiana Coletta/ www.webrun.com.br)

Na semana anterior à Maratona de São Paulo, o corredor Adriano Bastos apontou aqueles que considerava os pontos mais graves do percurso tanto no aspecto psicológico (região da USP) como físico (túneis no final). O Webrun conversou com os amadores após a prova para confirmar quais os trechos mais duros.

Sem luz no fim do túnel– O investigador João Lima Santos gosta do percurso, quase que inteiramente plano, mas sentiu dificuldades nos quilômetros finais, quando os atletas passam pelos túneis. “Depois do quilômetro 37 tem muita subida, a gente sente a diferença”.

Para Reginaldo Amado da Silva, o segredo está em saber controlar o ritmo. “Para mim dá até um pouco mais de ânimo no túnel, porque não tem o sol. Mas tem que saber cadenciar na subida”, aconselha.

A corredora Luiza Trindade, por sua vez, inverteu a situação e encaixou o ritmo justo na parte mais temida. “Normalmente é onde sempre pioro, tenho vontade de descansar, mas desta vez fiz melhor”, comemora.

Em sua terceira Maratona de São Paulo consecutiva, Antônio Marcos Gomes teve bom desempenho: melhorou em dez minutos o tempo de 2011, encerrando a prova com 3h26. Ainda assim, descreve os túneis como o grande calvário da prova. “É mais cansativo, onde bate a fadiga. Por ser fechado e em subida, desgasta bastante”.

Psicológico– Se a grande torcida já é importante para os atletas profissionais, sobretudo quando um brasileiro se consagra campeão, para os amadores o incentivo é enriquecedor. A falta de espectadores é sentida principalmente no trecho do percurso que passa pela USP, na Cidade Universitária.

“Na USP estamos sempre mais sozinhos e tem pouca platéia, pouca gente para incentivar”, afirma o corredor Walter Moura. “É a parte mais difícil, mais deprimente, eu diria”.

Um dos motivos para o trajeto na Cidade Universitária ser considerado mais complicado é a paisagem constante e indistinta deste caminho. Nesses casos, o fator psicológico é tão decisivo quanto o físico. “Muita gente começa a quebrar, tem cãibra”, avalia Thiago Paulino Silvério da Silva.

No entanto, quem corre pela primeira vez em São Paulo observa o ambiente com mais atenção. É o caso do japonês Masayuki Heguchi. “A paisagem não me desmotivou, porque para mim era tudo novo”, explica.

Para ele, não apenas a torcida como os outros atletas servem de motivação durante as três ou mais horas de intensa atividade. “Eu acho que a prova não é individual, é um coletivo, os outros corredores também estimulam”, conta.

Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta e Paulo Gomes

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!