
Bastos terá Fredison (direita) como principal adversário (foto: Ricardo Leizer/www.webrun.com.br)
O maratonista Adriano Bastos disputa no domingo (08/01) a Maratona da Disney, em Orlando (EUA), em busca de seu oitavo título na competição. Além de ser a primeira prova no calendário do brasileiro, é também a mais importante Bastos ganhou notoriedade justamente por se tornar o Rei da Disney, com sete vitórias em oito participações.
Estou me sentindo muito bem, preparado fisicamente e confiante, revela. Sem cometer excessos na temporada e com um período de treinamentos planejado meticulosamente, o fundista está pronto para sua oitava vitória. Fiz treinos intensos até o final de 2011, não aliviei a rotina, conta Bastos.
Treinamento– O corredor explica que realizou treinos de velocidade às terças e quintas e treinos mais longos aos sábados. Corri 32 quilômetros na véspera de Natal e 24 na véspera de Ano Novo, exemplifica. Nesta semana que antecede a prova, Adriano Bastos fez treinos leves de manutenção, corridas em ritmo moderado e com duração de no máximo 50 minutos.
Entro na prova preparado. A expectativa agora é pelo que vai acontecer no dia, a disputa com o Fredison Costa (que venceu em 2011). Quem estiver melhor no dia vai levar, eu cumpri meu planejamento, aposta.
Frio e estratégia– Apesar da derrota em 2011 (por motivos de saúde) a tática do corredor será a mesma dos anos anteriores. Vou no meu ritmo, independente do que os outros fizerem. No entanto, o frio deve ser um dos obstáculos para o brasileiro.
Falei com uma pessoa que está lá e ela disse que durante o dia chega a fazer 4 °C. A largada é às 5h30, deverá estar mais frio ainda!, pondera Bastos. Segundo o fundista, o frio excessivo prejudica o rendimento por deixar a musculatura travada e levar mais tempo para aquecer nos quilômetros iniciais. Influencia no tempo final da prova, mas a condição é a mesma para todos, conta.
No entanto, o atleta reconhece que os corredores locais estão mais ambientados às baixas temperaturas. Para nós, brasileiros, que saímos do calor de quase 30 °C para correr em quase 0 °C é mais difícil. Vamos torcer para não ter nenhum americano muito forte, brinca.
Frio na barriga – Por ser a prova mais importante em seu calendário, a ansiedade seria algo natural. Bastos nega qualquer alteração em seu estado emocional e psicológico. Estou bem sossegado. A pressão existe, quero atender a expectativa dos patrocinadores e pessoas que estão me acompanhando. Mas o frio na barriga é só no momento que antecede a largada, explica.
É aquela hora em que você olha para o lado e vê um ou outro corredor, fica pensando que eles devem ser fortes. Mas depois que você larga fica só a concentração no que está fazendo e isso some, encerra.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes