Quenianos vencem Meia da Corpore

Redação Webrun | Meia Maratona · 13 abr, 2008

Paulo  foi o primeiro brasileiro da prova (foto: Theo Ribeiro/ www.webrun.com.br)
Paulo foi o primeiro brasileiro da prova (foto: Theo Ribeiro/ www.webrun.com.br)

São Paulo – A nona edição da Meia Maratona Corpore aconteceu nesse domingo (13) na capital paulista e reuniu cerca de 10 mil atletas nos 21 e também numa prova de 5,5 quilômetros. Dessa vez as primeiras colocações foram conquistadas pelos quenianos, tanto no feminino quanto no masculino.

O primeiro atleta que cruzou a linha de chegada foi Kiprono Mutai em 1h04min06. Essa foi a sua estréia na Meia da Corpore. De acordo com o queniano, a prova foi boa por causa do percurso quase todo plano e da temperatura agradável.

Mutai veio para uma rápida temporada no Brasil, já que seu visto de permanência no país é de apenas um mês, mas nesse curto período ele já venceu competições como a Meia Maratona Linha Verde, em Belo Horizonte.

Já o segundo lugar ficou com o Brasil. Paulo Roberto de Almeida repetiu a mesma colocação de 2007. Com o tempo de 1h05min44, o brasileiro achou que a prova desse ano estava mais fácil. “O nível da prova de hoje estava mais tranqüilo, porque não tinham importantes nomes”, revela Paulo que no ano passado disputou o pódio com o maratonista Franck Caldeira.

A terceira posição foi para o também brasileiro Francisco Barbosa dos Santos em 1h06min06.

Mulheres – No pódio feminino a vitória ficou com a queniana Anne Bererwe. Ela completou os 21 quilômetros em 1h13min51, tempo suficiente para garantir o recorde da competição. Essa também foi a primeira vez que a queniana participou da Meia da Corpore.

“Achei o percurso dessa prova muito bom. Já corri no Brasil em 2005 e 2007 e essa é minha primeira prova brasileira do ano”, conta a campeã. A segunda colocada também foi do Quênia, Eunice Kirwa, com 1h15min.

A primeira representante brasileira do pódio foi Edielza Guimarães, 1h15min46. “As quenianas deram trabalho, elas abriram no quilômetro dez, mas eu consegui a terceira colocação. Meu objetivo era ficar entre as cinco primeiras”, diz.

ADD – Uma das novidades da nona edição da Meia Maratona Corpore foi a tenda VIP montada pela ADD (Associação Desportiva para Deficientes). Participaram desse espaço 200 esportistas que pagaram R$300 para ter alguns diferenciais na prova como: massagem, café da manhã especial, estacionamento e transporte. De acordo com a ADD, o dinheiro arrecadado com as inscrições será revertido em material para o atletismo da entidade.

Ainda segundo a Associação, 90% das inscrições especiais foram adquiridas por empresas. “No Brasil temos 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Além disso, 10 mil novas pessoas sofrem algum acidente e passam a ser portadores de deficiência física. O empresário brasileiro tem que investir mais nesse grupo. E o esporte é uma projeção para mostrar o quanto essas pessoas são capazes”, explica Steven Dubner, fundador da ADD.

No meio de milhares de corredores, Leslie Bonar, se destacou. Ela era a única norte-americana que participou da prova e, além disso, também ajudou, já que fez sua inscrição através da ADD. “Estava em um congresso em Floripa e meus amigos me falaram que eu tinha que vir para São Paulo, me hospedar no Unique e correr a Meia da Corpore. Eu fiz isso. Adorei”, conta a Leslie que é dentista e mora em San Diego.

“Só tenho um dia para ficar em São Paulo. Depois da corrida quero ir numa churrascaria para comer bastante e beber muita caipirinha. Dizem que é muito bom”, brinca.

Se Leslie estava transbordando felicidade, o casal de namorados, Amélia Yamamoto e Gláucio Tamura, mostrava um semblante mais sério. Um erro no número de peito, que estampava se a camiseta do final da prova era masculina ou feminina, fez com que a organização da prova desse para Amélia a camiseta masculina.

As camisetas tinham cores e cortes diferentes, mulheres rosa e homens cinza. “Essa prova é muita boa. Eu tive apenas um problema com as camisetas, no meu número de peito dizia que a minha camiseta era tamanho M masculina. E a do meu namorado tamanho G feminina. Só que para ele, a organização acabou dando a masculina e para mim não deixaram eu trocar. Agora tenho que ir trocar na Corpore”, conta. Ainda segundo Amélia, parece que outras pessoas também tiveram o mesmo problema.

Depois do problema quase solucionado, o casal disse que gostou de participar da prova, alias foi a corrida que os aproximou. “Corremos há uns três anos. Nós já nos conhecíamos, mas a corrida que nos uniu de verdade”, revela Gláucio.

A próxima etapa do Circuito de Corridas Corpore acontece no dia 27 de abril também em São Paulo.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

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