John Fahey, atual presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), quer que os governos se apressem em relação às implementações das leis contra o doping. Dos 191 países que concordaram em assinar a convenção antidrogas das Nações Unidas em 2003, apenas 77 já a aplicam.
Precisamos de adesão universal da convenção da Unesco. Isto daria à Agência as ferramentas necessárias para resolver algumas questões que estão fora do alcance do movimento esportivo, ressalta Fahey. Ele diz ainda que sem o suporte dos governos, fica impossível tratar algumas questões em nível nacional, como o controle da produção e distribuição das substâncias proibidas.
Em entrevista às agências internacionais, ele diz que a Wada tem trabalhado em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional e as autoridades chinesas, para que o controle antidoping nas próximas olimpíadas seja o maior da história. Espero que os fraudulentos não tentem nada, pois mais do que nunca eles serão pegos.
A estratégia a ser utilizada é pensar como os fraudulentos, segundo o presidente. Não vou dizer como fazemos isso, mas queremos que os atletas fiquem realmente temerosos que serão pegos de uma forma ou de outra. Alguns dos pré-convocados para os jogos passarão por testes antes do início das competições, fora delas e serão inspecionados por uma força tarefa do Comitê Olímpico Internacional.
Este texto foi escrito por: Webrun