O jogador de futebol do Sevilla, Antonio Porta, morreu nessa última terça-feira três dias depois de desmaiar no campo. Após o acidente, o atleta de 22 anos foi hospitalizado e não resistiu. O colunista da seção cardiologia do Webrun, Dr. Nabil Ghorayeb, junto com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica o que pode ter causado a morte.
São Paulo – O Grupo de Estudos em Cardiologia do Esporte da SBC lamenta mais uma morte no esporte. Além disso, insiste que a avaliação cardiológica pré-participação esportiva, feita de maneira competente, é fundamental para diminuir os eventos durante a prática esportiva, seja profissional ou de lazer.
O atendimento de uma parada cardíaca necessita de equipe treinada em Suporte Básico de Vida e equipada com os instrumentos necessários para que se aumente a possibilidade de sobrevivência. Sem entrar no mérito do triste evento, mas comentando a causa da morte súbita divulgada oficialmente pela equipe médica que atendeu o jovem atleta: Displasia (Miocardiopatia) Arritmogênica do Ventrículo Direito, podemos esclarecer que é uma doença genética, de caráter hereditário freqüente no centro da Europa (norte da Itália).
Esta doença tem como sintomas comuns síncope ou desmaios conseqüentes a arritmias graves (taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular), além de outras arritmias menos danosas. Os exames indicados para seu diagnóstico são o ecocardiograma com análise mais detalhada do ventrículo direito, holter, teste ergométrico, eletrocardiograma de alta resolução e o exame considerado de alta sensibilidade diagnóstica a Ressonância Magnética do Coração. O seu tratamento é difícil e inclui o implante de aparelho desfibrilador automático, além de medicações antiarrítmicas poderosas. O transplante cardíaco é uma opção a ser considerada.
Este texto foi escrito por: MD PhD. Nabil Ghorayeb