Foto: Fotolia/Lukas XEstá cada vez mais comum corredores de rua reinventarem o seu relacionamento com a corrida, que está transpondo a barreira do asfalto para desbravar as trilhas e montanhas. O chamado para a conexão com a natureza tem motivado muitos atletas a conhecer o trail run. Se você já foi picado pelo bichinho das corridas desse tipo, deve ter percebido que a modalidade possui características próprias e que é preciso uma certa adaptação para transitar com tranquilidade do asfalto para o mato. Caso esteja em busca de conhecimento para iniciar no trail run, veja estas dicas do Emerson Bisan, ultramaratonista e especialista em trail run da Nova Equipe Assessoria Esportiva.
1 Autonomia
Mesmo em provas cuja organização fornece água e outros para abastecimento, sempre tenha autonomia de sobrevivência, seja para qual distância estiver participando. Isso significa levar seu próprio abastecimento e hidratação para consumir durante o percurso.
2 Pace
Sabe aquelas pequenas diferenças de tempo entre cada quilômetro, variando, no máximo, em 10 segundos? Isso não existe em corridas de montanhas e a variação de terreno, piso e altimetria faz com que 1 km de distância ultrapasse os 10 minutos. Então, se em uma prova de 10 km de asfalto sua marca é 50 minutos, não se assuste se seu tempo nessa mesma distância na montanha chegar a 2 horas.
3 Sujeira e consciência ecológica
Em uma prova de rua, sabemos que seria impossível todos os participantes jogarem os copos no lixo. É por isso que no final de cada evento há uma equipe que sempre faz uma varredura recolhendo todos os copos, sachês de gel, garrafas de isotônico e outros tipos de lixo. Já nas trilhas sabemos que por mais que as equipes se esforcem para recolher tais resíduos fica muito difícil o acesso a certos lugares. Por isso, sua consciência deve ser muito predominante em provas assim. Procure guardar seu lixo em bolsos da bermuda, mochilas e sacolas para descartá-lo em um local apropriado, que pode ser nos postos de parada da prova ou no final do percurso.
4 Música
O contato com a natureza e a orientação na prova muitas vezes exige concentração mais apurada. Qualquer estímulo externo, como a música, pode atrapalhar alguns trechos da corrida. O som da natureza, por si só, é uma excelente trilha, que pode ajudar, inclusive, na marcação do percurso, caso você se perca.
Foto: Fotolia/Lukas XProvas para todos os níveis
Além da distância, a altimetria acumulada é um ponto primordial para avaliar o nível de dificuldade do desafio escolhido. Partindo desse conceito, Bisan separou algumas provas imperdíveis para o corredor de montanha (do iniciante ao mais experiente), divididas em três níveis distintos. Escolha a sua e bons treinos!
Nível I (Estradas de terra, variação altimétrica desafiadora mas que permite correr durante toda a prova)
· O Rei da Montanha (3 km, 7 km, 14 km e 21 km)
· Igaratá (10 km e 21 km)
· Corrida dos Eucaliptos (7 km, 14 km e 20 km)
Nível II (Percurso misto com estradas e trilhas e com grau de dificuldade técnico moderado a alto)
· K Series K5, K10, K21 e K42 (5 km,10 km, 21 km e 42 km)
· Circuito das Serras ( 12Km e 21 Km)
· Circuito Indomit (12 km, 21 km, 50 km, 80 km e 100 km)
· X Terra Trail Run (10 km , 21 km e 50 km)
· Circuito Ultra Runner Eventos (30 km, 50 km, 60 km, 80 km, 135 km, 235 km)
· Escape Trail Run (14 km e 21 km)
· Circuito Montain Do (12 km, 21 km e 42 km)
· Circuito APTR (6km, 12 km, 21 km e 50 km)
· Circuito Extreme (13 km e 21 km)
Nível III (Percurso predominante em trilhas e com grau de dificuldade técnico alto)
· Circuito KTR (12 km, 21 km e 42 km)
· Desafio das Serras (Prova Multi Day) (20 km/20 km ou 40 km/40 km)
· Ultramaratona dos Perdidos (45 km e 105 km)
Este texto foi escrito por: Amanda Preto