A condromalácia patelar, que também é conhecida como joelho de corredor, é uma lesão na região da patela. Geralmente é mais comum em corredores, ciclistas, jogadores de futebol e tenistas; esportes que exigem muito das articulações dos joelhos.
A condromalácia caracteriza-se por um amolecimento da cartilagem articular da patela. O impacto prolongado sobre os joelhos, imperfeições nas superfícies ou formato ósseo, são os principais fatores que geram essa lesão. No entanto, além de traumático, fator mais comum, o problema também pode ser causado por um fator anatômico (genético). Em ambos os casos, a melhor forma de prevenir é fortalecendo a musculatura da coxa.
Foto: adaptação sobre bilderzwerg/ FotoliaO ortopedista Moisés Cohen, Diretor do Instituto Cohen de Ortopedia Reabilitação e Medicina do Esporte, explica que a condromalácia patelar tem uma incidência maior sobre os corredores porque a patela faz parte do aparelho extensor, como se fosse a continuidade entre o tendão do quadríceps e o tendão patelar, que são estruturas muito utilizadas na hora da corrida.
Os corredores realizam movimentos com impactos repetitivos, levando a uma sobrecarga da cartilagem da patela. Além disso ela funciona como uma espécie de desacelerador. Ou seja, na aterrissagem de um salto, nas paradas bruscas, nas descidas de ladeiras, a cartilagem que recobre a patela é forçada contra o fêmur e vai levando a um desgaste ao longo do tempo, explica.
Para o Dr. Cohen, o atleta deve ficar mais atento se o joelho inchar após o treino, ou se sentir dores na parte anterior do mesmo que pioram ao fazer movimentos de agachamento ou flexão. Estes são os principais sintomas.
O diagnóstico preciso é obtido por meio de exames de imagem, como ressonância magnética. O tratamento, em geral, é feito por meio de fisioterapia e reeducação dos movimentos do joelho para a prática da corrida. Em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária.
Se a lesão não for tratada adequadamente, pode evoluir para perda permanente das cartilagens do joelho. Por isso, é muito importante ficar atento aos sinais que o corpo dá e se consultar com um especialista.
Este texto foi escrito por: Carolina Abrantes