Rosalia e seu marido Andre correndo com a pequena Maria pela orla carioca Foto: Arquivo pessoalApós o nascimento de uma criança a rotina da família inteira muda, principalmente a da mãe. Os acostumados a treinar e correr sentem muita falta da rotina esportiva, mas hoje em dia já existem opções para levar o pequeno aos treinos e não furar a planilha.
A ultramaratonista Rosalia Camargo é uma porta voz da corrida-mãe-e-filho. Ela que tem Maria há 1 ano e dois meses sonhava em treinar desde que a pequena nasceu. Sempre quando saia eu acabava ficando preocupada e pensava em acabar logo o exercício. Então decidi fazer melhor, comecei a levá-la comigo a partir dos seis meses, conta.
Segundo a pediatra e professora da Faculdade Santa Marcelina, Maria Beatriz Souza esta é a idade ideal para iniciar os passeios com um carinho próprio para corrida. Antes disso, oscilações de chão são prejudiciais, pois o bebê não tem sustentação para manter-se no carrinho em posição correta, explica.
A pequena já demonstra que quer sair para correr com a mãe Foto: Arquivo pessoalIncluir o bebê nas atividades físicas, com segurança, faz com que pais e filhos se divirtam juntos. Essa interação aumenta o vínculo e pode ser encarado como uma brincadeira, diz a pediatra. Rosalia, que possui um carrinho específico para corrida o modelo Urban Glide, da Thule, conta que quando não sai para correr a pequena fica apontando para o carrinho, querendo subir.
Correr com a Maria é muito divertido. No início ela era muito pequenina, e a levávamos bonecas para deixá-la mais confortável. Na ciclovia a toda hora alguém vinha correndo atrás com uma boneca que a Maria tinha arremessado para fora. Acabamos amarrando tudo e hoje é mais tranquilo, conta a ultramaratonista.
Atualmente já existem carrinhos próprios para a corrida, já que dependendo da roda eles podem causar acidentes. Um dos mais conhecidos é o Urban Glide, da marca Thule. A ultramaratonista conta que pesquisou bastante e encontrou esta opção. É essencial investir em um equipamento bom. A criança precisa estar confortável, se não é impossível correr em paz.
Rosalia leva Maria correndo para a creche Foto: Arquivo pessoalO modelo segundo a marca foi projeto principalmente para mobilidade urbana. Tem dobragem compacta, roda frontal giratória que facilita manobras feitas durante a corrida, guidão ergonômico com várias alturas, janela superior para ver o pequeno, entre outros adicionais. O modelo cabe dentro do carro e tenho facilidade para desmontar, além de poder utilizá-lo no dia a dia pra coisas básicas como ir ao mercado, explica.
A pediatra alerta que os pais fiquem sempre atentos ao percurso e evitem se distrair. O bebê pode se deslocar com facilidade dentro do carrinho, então os pais tem que ficar atentos aos movimentos bruscos que podem prejudicar a musculatura da criança.
Diariamente corremos uns 15k e já percorremos mais de 2.000k juntas pela orla do Rio. Minha pediatra disse que não conhecia nenhuma criança que era levada correndo para a creche, conta Rosalia. Maria costuma tirar as meias que colocamos nela e jogar na ciclovia, por muitas vezes corremos no sentindo contrário procurando meia perdida. Ela gosta da brincadeira e nos ajuda a procurar, nos divertimos muito.
Este texto foi escrito por: Christina Volpe