O cruzar da linha de chegada na Asics São Paulo City Marathon era emocionante, atletas de todas as idades finalizavam quilômetros de superação com diferentes emoções. Tanto a meia maratona quanto os 42 quilômetros foram desafiadores, afinal um percurso que incluiu a tão temida subida da Brigadeiro e um túnel, sem dúvida traria muitas histórias.
O comerciário Marcos Roberto Batista Miguel, veio de Mauá competir nos 21 quilômetros e estava emocionado com sua conquista. Aos 46 anos ele conseguiu fechar a prova em 1h24min57. Estava em busca do meu pace há anos e consegui resultado. Essa prova é cara, mas é top, os melhores estão aqui e a organização é perfeita. Acho que é a única corrida que pago mais de cem reais na minha vida. A largada em onda foi perfeita e as pessoas tiveram consciência para respeitar, em outras provas isso não acontece. O fator preço justifica isso, diz.
Corredor ficou emocionado ao contar sua história Foto: Christina Volpe/WebrunEntre as top 20 da meia maratona, a corredora Mariana Fisher definiu a prova em dois momentos: pré e pós Brigadeiro. Foi um divisor de águas, depois que passei essa parte fiquei bem mais cansada. De resto só senti dificuldades na largada porque estava muito escuro e acabou afunilando, mas adorei a prova e a época do ano escolhida foi excelente.
Mariana tinha a prova como foco de seu treinamento Foto: Christina Volpe/WebrunOs pontos de animação foram um destaque comentado entre os corredores. O tempo todo a prova está te incentivando ao longo do percurso, com frases e intervenções. Eu achei isso muito importante, conta a economista carioca Claudia Couri que veio a São Paulo somente para a prova. A hidratação também foi ótima, a cada três quilômetros havia um posto, então acabava nem bebendo muita água porque sabia que logo vinha o próximo. Mas sem dúvida o mais importante foi a largada em ondas, isso faz toda a diferença.
A carioca Claudia estreou nas provas de rua de São Paulo com a Golden Run Foto: Christina Volpe/WebrunConhecido com Rei da Montanha, o trail runner José Virgínio escolheu a maratona para desbravar o asfalto. Asfalto prazer, Rei da Montanha! Quem corre na trilha corre em qualquer lugar e hoje saiu tudo como planejado. Foi um treino de luxo para o Ultra Trail du Mont Blanc e a prova estava impecável, vida longa a Golden Run!, contou o atleta que terminou na 6ª colocação.
Zé Virgínio usou a prova como treino de luxo para a UTMB Foto: Christina Volpe/WebrunEdivaldo Prado conquistou seu melhor resultado em maratona após três anos de treinamento. Eu tiraria a subida para uma prova mais rápida, mas o horário da largada e o clima ajudaram muito. Além disso, a possibilidade de conquistar uma medalha especial como top 100 incentiva ainda mais nós corredores a darmos o máximo, diz.
Edivaldo estava feliz com sua medalha top 100 na maratona Foto: Christina Volpe/WebrunEm busca de desafios o coordenador de distribuição Anderson Souza estava muito feliz com seu resultado. Essa prova exige preparo para que realmente possamos dar o melhor. Não é um percurso fácil, é técnico e exige grande preparação. A largada em ondas ajuda muito e é um diferencial, complementando com a passagem pelos pontos turísticos da cidade que torna o percurso mais bonito, posso dizer que a prova fez história.
Na opinião de Anderson a primeira edição da São Paulo City Marathon fez história Foto: Christina Volpe/WebrunEste texto foi escrito por: Christina Volpe