Elaborar o calendário de 2004 e a programação de campings com vistas aos os Olímpicos de Atenas será apenas um dos trabalhos do Conselho Técnico da CBAt, que estará reunido em Manaus por duas semanas, a partir de segunda-feira, dia 22. O grande trabalho deste grupo de especialistas, porém, será pensar o atletismo brasileiro para os próximos cinco anos.
“Planejar os trabalhos para médio e longo prazos é o sonho de toda entidade esportiva”, diz o presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo. “Agora, com o patrocínio da Caixa já acertado para as próximas temporadas, isto tornou-se possível”, explica Gesta. “Somos hegemônicos na América do Sul e ocupamos um bom lugar entre os países das Américas, mas queremos e podemos crescer”, garante o dirigente.
“Com a parceria assegurada, uma das grandes vantagens é o tempo que se ganha para integrar as gerações. Temos atletas de ponta que poderão competir nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e no Campeonato Mundial de Helsinque, em 2005”, lembra Gesta. “E jovens atletas de potencial comprovado entre os menores (até 17 anos), juvenis (até 19 anos) e os recentemente promovidos à categoria principal. Muitos destes nomes poderão servir às seleções nacionais e chegar bem ao PAN de 2007, no Rio de Janeiro”, afirma.
Integrante do Conselho, Carlos Cavalheiro lembra alguns destes novos valores: os velocistas Bruno Pacheco (em seu primeiro ano como adulto) e Jorge Célio (juvenil), o saltador Thiago Carahyba (juvenil) e o lançador Júlio César Miranda de Oliveira (menor). “Estes são alguns dos atletas que, aos poucos, poderão alcançar níveis mais altos de competição”, diz Cavalheiro, treinador de Robson Caetano, dono de duas medalhas olímpicas, e do ex-recordista mundial da maratona, Ronaldo da Costa. Cavalheiro lembra que Carahyba, no salto em distância, e Júlio César, no dardo, foram campeões mundiais na categoria menos.
Jayme Netto Júnior, treinador do 4x100m masculino, vice-campeão olímpico em Sydney, em 2000, e medalha de bronze no Mundial de Paris, em agosto último, afirma que o mais importante é o fato de o país contar com atletas experientes, ainda em condições de competir nos eventos de primeira linha, o que dá tempo de os mais novos se integrarem.
“Veja o 4x100m em Sydney. Tínhamos o Claudinei (Claudinei Quirino), o Edson (Edson Luciano) e o André (André Domingos), e o Claudinho chegando (Claudio Roberto). E dois bem mais novos, o Lenilson (Vicente Lenilson) e o Raphael (Raphael de Oliveira). Houve a integração e todos foram úteis. Agora, além destes, temos outros nomes que poderão ajudar”, diz Jayme.
Cavalheiro e Jayme concordam. “É com o apoio da Caixa Econômica Federal ao atletismo que o Brasil vai dar o salto de qualidade para o futuro”, diz Cavalheiro. “Já temos colhido alguns frutos, vencendo as competições regionais, realizando eventos importantes e revelando jovens promessas. Agora, vamos pensar num plano mais ousado”, afirma Jayme.
Este texto foi escrito por: Webrun