Percorrer longos quilômetros para ir até uma prova de corrida se tornou algo rotineiro na vida dos corredores. Pode ser pelo simples fato de conhecer lugares novos, competir outras distâncias ou fazer mais amigos. Os motivos são vários, mas essa viagem além de ter os lados positivos, acaba sendo bem cansativa. Ainda mais se o atleta passa horas dentro de um carro, ônibus ou avião.
Dependendo da viagem, o fuso horário também pode ser um problema. Foto: petunyia/FotoliaSegundo Nelson Evêncio, treinador e presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), para essa fadiga ser minimizada, o atleta pode seguir algumas estratégias durante o trajeto até o local de destino. O ideal é durante as paradas, no caso do ônibus e do carro, alongar a musculatura, principalmente dos membros inferiores. No caso do avião, em viagens longas, é bom caminhar no corredor e também alongar bastante, recomenda.
Se a competição é no mesmo dia que o competidor chega à cidade, a dica do treinador é fazer um trote ou caminhada de um ou dois quilômetros, além de se alongar bem. Depois disso, o ideal é um banho para relaxar.
Caso a prova seja só no dia seguinte, as recomendações são as mesmas, sendo que o atleta deve jantar e dormir cedo. Isso vai ajudar bastante na recuperação para o grande dia da corrida.
Alongar os membros inferiores ajuda a prevenir o desgaste da viagem. Foto: Alliance/FotoliaAlém dessas dicas, o treino pré-prova pode mudar dependendo da quilometragem da competição, que vai desde os cinco quilômetros até as ultramaratonas, com mais de 42 quilômetros. Para o atleta da prova mais curta, um trote de cinco quilômetros, em ritmo um pouco mais forte nos últimos quilômetros e algumas acelerações de 50 a 60 metros, indica Nelson. Para o ultramaratonista, depende do que ele estiver acostumado. Alguns descansam totalmente e outros trotam 40 minutos, completa.
Também tem a questão do fuso horário, afinal muitas provas cobiçadas são disputadas fora do Brasil e o atleta acaba sofrendo com as horas de diferença. O ideal é assim que o avião subir, já colocar o relógio no horário do local e agir como se tivesse perdido essas horas. A cada uma hora de fuso, demora um dia para a adaptação, então o ideal é chegar com dias de antecedência, finaliza o treinador.
Este texto foi escrito por: Denise Duarte