Quando falamos de maratona, sempre pensamos em atletas magros, longilíneos e, por vezes, africanos. Não por acaso esse é o tipo de atleta que geralmente vence as provas, aliás, sem dúvida, as principais maratonas do mundo hoje são dominadas por maratonistasdesse continente.
Ao contrario das provas de 100 metros rasos, as quais são dominadas por atletas de massa muscular volumosa com predominância de fibras musculares chamadas brancas ou de contração rápida e rapidamente fadigáveis, os maratonistas têm predominância de fibras musculares vermelhas, de contração lenta, muito resistentes. Isso nos leva ao fato de que qualquer humano que se proponha a correr uma maratona e que não possua esta característica física ou biotipo, sofrerá uma incrível dificuldade de completar a prova.
Maratonistas são magros, longilíneos e, por vezes, africanos. Foto: Tom Page/ Wikimedia CommonsEsta dificuldade e a falta de treino se traduzem numa prova, como a Maratona de São Paulo, realizada em outubro do ano passado. Na ocasião muitos corredores sofreram com desidratação, “fisgadas” na musculatura, desmaios e, em casos mais graves, a hiponatremia (diminuição importante do sódio circulante com conseqüente edema cerebral pela reposição apenas de água e não de eletrólitos). Para evitarmos estes sintomas durante uma prova basta planejarmos bem todo o treinamento, respeitando as planilhas definidas pelos treinadores e fazermos uma boa hidratação e reposição de carboidratos e eletrólitos.
Mesmo assim, muitas vezes encontraremos participantes com grandes dificuldades para completar uma prova, daí voltamos ao problema do biotipo. Portanto, a maior parte dos atletas que realmente se dedicarem a completar uma maratona conseguirão, mas a dificuldade está diretamente ligada ao seu biotipo não estar adaptado a este tipo de atividade física. Infelizmente para os que insistem em praticar atividades às quais não está adaptado, está se expondo mais a lesões próprias deste esporte.
Este texto foi escrito por: Claudio Cotter