Prato recheado por alimentos coloridos é sinônimo de saúde?

Redação Webrun | Atletismo · 24 out, 2013

Na hora de montar o prato, o recomendado é sempre acrescentar uma porção de legumes e vegetais, outra de proteína e uma última de carboidratos, deixando o prato cada vez mais colorido. Portanto, providenciar uma refeição “arco-íris” é sinônimo de saúde e qualidade de vida.

Alimentos de cor roxa tem altos índices de antocianina. Foto: Cinemaven/stock.xchng Alimentos de cor roxa tem altos índices de antocianina. Foto: Cinemaven/stock.xchng

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De acordo com a Dra. Vivian Suen, médica nutróloga da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), deve-se tomar cuidado com algumas substâncias importantes para o funcionamento do organismo e que não têm pigmentação vibrante, como os alimentos ricos em vitamina C. “As cores dos alimentos provêm das vitaminas e de substâncias como licopeno, e flavonóides. Quanto maior a variedade de cores do prato maior a diversidade de vitaminas presentes”, conta.

Cores – Cada uma das cores que temos no prato tem suas propriedades:

  • Amarelo, alaranjado e verde-escuro: betacaroteno
  • Vermelho: licopeno
  • Vermelho escuro, roxo e azulado: antocianina
  • Segundo Vivian, o corpo humano precisa de uma variedade de alimentos vitaminados para estar saudável. “Encontramos essas cores em alimentos como tomate, couve, uvas e beterrabas, por exemplo”, sugere.

    Alimentos não podem conter pigmentação artificial. Foto: Robert Michie/stock.xchng Alimentos não podem conter pigmentação artificial. Foto: Robert Michie/stock.xchng

    Tudo natural – Deve-se recordar que não adianta preencher o prato com alimentos ricos em gordura e açúcar, mesmo que sejam coloridos. “Um prato colorido é sinônimo de uma alimentação saudável, desde que as cores sejam naturais”, completa a nutróloga.

    Combate de doenças – Recentemente algumas pesquisas sugeriram que alimentos com pigmentação vermelha teriam reações anti-cancerígenas mas, de acordo com Vivian, nada foi comprovado ainda. “Existem algumas evidências de que o licopeno poderia ter uma ação contra a doença, mas não existe ainda uma recomendação de seu uso para o combate ao câncer”, afirma.

    Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

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